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15 de março de 2011
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Caminhões

Iveco entra na disputa do mercado de pesos-pesados

Com o lançamento do Trakker 8x4, a montadora fortalece sua posição no segmento fora-de-estrada, um dos que mais cresce no mercado de caminhões e cujos produtos têm alto valor agregado

Motivada pelos investimentos em mineração e infraestrutura, a Iveco ingressou definitivamente na disputa pelo mercado brasileiro de caminhões extrapesados para aplicação fora-de-estrada. Com o lançamento do Trakker 8x4, ela reforça sua posição no segmento de transporte em mineradoras e construção pesada (solo e rocha), mercados nos quais competia até o momento com apenas três modelos 6x4 (Trakker, Tector e Eurocargo).

“Com a expansão da mineração e as obras de grande porte em execução no país, as aplicações off-roads já respondem por 8% das vendas dos extrapesados”, justifica Alcides Cavalcanti, diretor de vendas e marketing da montadora. Ele explica que nesse segmento de caminhões, os modelos 8x4 representam 25% dos negócios das montadoras (contra 75% dos 6x4), pois proporcionam maior produtividade em aplicações severas devido a sua boa dirigibilidade e alta capacidade de carga.

Importado da Espanha, o novo modelo chega preparado para enfrentar as condições de trabalho do mercado brasileiro, conforme explica Renata Campos, gerente de projeto da plataforma de pesados da Iveco. “Não fizemos uma mera tropicalização, mas uma adaptação que envolveu seis meses de testes e desenvolvimentos, totalizando 12.000 horas e mais de 60.000 km rodados”, diz ela. Entre as adaptações, o freio tipo cunha foi substituído pelo tipo S-Came nas oito rodas, com circuitos independentes e ABS. Os caminhões brasileiros também ganharam pneus  325/95 R24 e quinto coxim de suporte do motor e transmissão.

Vocação para off-road

Equipado com motor de 420 cv, o Trakker 8x4 tem 50.000 kg de Peso Bruto Total (PBT técnico) e atinge uma capacidade de carga útil de 35.500 kg. Cristiane Nunes, gerente de marketing do produto da montadora, ressalta a vocação do veículo para operações severas ao apontar características como seu trem de força de alto desempenho e o chassi reforçado, com longarinas de perfil mais alto e 10 mm de espessura. “Além disso, ele conta com transmissão automatizada que dispensa o pedal de embreagem e permite que o operador selecione se vai controlar a troca de marchas ou deixá-la no modo automático.”

O sistema, segundo ela, proporciona menor desgaste físico ao motorista, além de realizar a troca de marchas sempre na melhor faixa de rotação (no modo automático),


Motivada pelos investimentos em mineração e infraestrutura, a Iveco ingressou definitivamente na disputa pelo mercado brasileiro de caminhões extrapesados para aplicação fora-de-estrada. Com o lançamento do Trakker 8x4, ela reforça sua posição no segmento de transporte em mineradoras e construção pesada (solo e rocha), mercados nos quais competia até o momento com apenas três modelos 6x4 (Trakker, Tector e Eurocargo).

“Com a expansão da mineração e as obras de grande porte em execução no país, as aplicações off-roads já respondem por 8% das vendas dos extrapesados”, justifica Alcides Cavalcanti, diretor de vendas e marketing da montadora. Ele explica que nesse segmento de caminhões, os modelos 8x4 representam 25% dos negócios das montadoras (contra 75% dos 6x4), pois proporcionam maior produtividade em aplicações severas devido a sua boa dirigibilidade e alta capacidade de carga.

Importado da Espanha, o novo modelo chega preparado para enfrentar as condições de trabalho do mercado brasileiro, conforme explica Renata Campos, gerente de projeto da plataforma de pesados da Iveco. “Não fizemos uma mera tropicalização, mas uma adaptação que envolveu seis meses de testes e desenvolvimentos, totalizando 12.000 horas e mais de 60.000 km rodados”, diz ela. Entre as adaptações, o freio tipo cunha foi substituído pelo tipo S-Came nas oito rodas, com circuitos independentes e ABS. Os caminhões brasileiros também ganharam pneus  325/95 R24 e quinto coxim de suporte do motor e transmissão.

Vocação para off-road
Equipado com motor de 420 cv, o Trakker 8x4 tem 50.000 kg de Peso Bruto Total (PBT técnico) e atinge uma capacidade de carga útil de 35.500 kg. Cristiane Nunes, gerente de marketing do produto da montadora, ressalta a vocação do veículo para operações severas ao apontar características como seu trem de força de alto desempenho e o chassi reforçado, com longarinas de perfil mais alto e 10 mm de espessura. “Além disso, ele conta com transmissão automatizada que dispensa o pedal de embreagem e permite que o operador selecione se vai controlar a troca de marchas ou deixá-la no modo automático.”

O sistema, segundo ela, proporciona menor desgaste físico ao motorista, além de realizar a troca de marchas sempre na melhor faixa de rotação (no modo automático), o que resulta em menor consumo de combustível. Cristiane Nunes ressalta ainda o freio motor de cabeçote, o Iveco Turbo Brake (ITB), que juntamente com o freio adicional intarder, confere ao caminhão uma potência total de frenagem de 910 cv. “É a maior em sua categoria, comprovando o elevado padrão de segurança do Trakker 8x4, principalmente nas situações em que o caminhão precisar descer uma rampa carregado.”

As primeiras unidades do novo modelo estrearam no Brasil nas minas da Namisa (Nacional Mineração S.A.), empresa controlada pela CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) e segunda maior exportadora de minério de ferro do Brasil. Ela adquiriu 45 unidades para operação nas minas do Pires e Fernandinho, localizadas no quadrilátero ferrífero (MG), e aprovou o desempenho dos caminhões. “Trata-se de um veículo robusto, pois foi concebido para a mina e não adaptado para ela, além de ser muito confortável para o motorista”, afirma Sergio Sampaio, diretor administrativo da mineradora.

Suporte ao cliente
Além de treinar 350 motoristas, a fabricante disponibilizou um serviço de assistência técnica na própria mineradora, por meio da distribuidora Deva, que compreende uma oficina para a manutenção dos veículos equipada com ferramentas, estoque de peças e 53 funcionários. “Nesse mercado, que demanda alta produtividade, os caminhões costumam trabalhar sem desligar o motor em regime de 24 horas por dia”, afirma o diretor de pós-venda da Iveco, Maurício Gouveia.

Por esse motivo, ele explica que a montadora criou um programa de pós-venda, batizado de Iveco Service Combo, no qual o cliente escolhe a modalidade na qual quer ser atendido. O sistema permite variadas possibilidades de suporte, que, na versão mais avançada, contempla até mesmo a instalação de uma miniconcessionária na operação do cliente.