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03 de maio de 2019
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Caminhões

Tecnologia da inteligência

Fabricantes desenvolvem produtos mais ajustados às necessidades do mercado, estabelecendo parâmetros mais elevados de desempenho e segurança aos seus veículos
Por Antonio Santomauro

Como indicam as projeções, neste ano deve se consolidar no Brasil a trajetória de evolução das vendas de caminhões semipesados e pesados, que em 2018 já assumiu um viés ascendente, graças principalmente à contribuição da demanda proveniente das atividades agropecuárias (leia Box na pág. 16). Buscando um melhor posicionamento nesse cenário mais favorável, os fabricantes têm formatado produtos mais ajustados às necessidades específicas dos diversos segmentos do mercado, aprofundando a estratégia de dotá-los de doses crescentes de tecnologia que sejam capazes de lhes conferir parâmetros mais elevados de desempenho e segurança.

E essa proliferação de soluções tecnológicas foi potencializada pela consolidação de dois desenvolvimentos já bem-estabelecidos: os freios ABS – hoje obrigatórios – e o câmbio automatizado, integrado em escala crescente aos caminhões leves e pesados das prinicpais marcas. Ambos baseiam-se em uma estrutura composta por sensores e, ainda, por uma rede de intercâmbio das informações captadas em componentes como motores, rodas e transmissão, a partir da qual também é possível apoiar outras tecnologias fundamentadas na eletrônica e na “inteligência” dos veículos – muitas delas, já comuns em automóveis.

NOVAS SOLUÇÕES

Exemplo dessa tecnologia de “inteligência” dos novos caminhões é o sistema I-See, da Volvo, oferecido atualmente como item de série em diversos modelos das linhas FMX e FH (vocacionais e rodoviários pesados, respectivamente).

Para reduzir o consumo de combustível, soluções como o sistema I-See memorizam informações topográficas das rotas e as combinam com informações sobre o caminhão

Esse sistema, como explica Willian Junqueira, engenheiro de vendas da fabricante, memoriza as informações topográficas das rotas e as combina com informações sobre o caminhão, carregado ou vazio. “Quando estiver no piloto automático, na próxima vez em que o veículo seguir pelo mesmo trajeto o sistema identificará as trocas de marchas mais adequadas a cada trecho, reduzindo o consumo de combustível”, diz ele.

Além disso, desde o ano passado a Volvo já não insere câmbio manual nos veículos dessas linhas. “Nos veículos VM ainda há a possibilidade de opção entre câmbio automatizado ou manual”, ressalta Álvaro Menoncin, gerente de engenharia de vendas de caminhões da marca, referindo-se a uma linha composta majoritariamente por semipesados, além de alguns modelos vocacionais.