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08 de novembro de 2017
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Caminhões

Salão da virada

Em uma edição marcada por poucos lançamentos, Fenatran mostra caminhões mais conectados e sustentáveis, delineando a aposta das montadoras na retomada
Por Luciana Duarte

Após anos consecutivos de queda nas vendas de caminhões no mercado, já era de se esperar que o 21ª Salão do Transporte Rodoviário de Carga (Fenatran) trouxesse poucos lançamentos e, simultaneamente, muita expectativa na geração de novos negócios. Quem passou pelos corredores do maior evento do setor, realizado entre os dias 16 e 20 de outubro em São Paulo, notou uma confiança crescente entre as marcas tradicionais de veículos comerciais, que prepararam promoções “irresistíveis” para os clientes, além de – em termos tecnológicos – exibirem veículos mais conectados e sustentáveis.

Com alguma perceptível sobra de espaço, o clima entre os participantes foi de otimismo. No geral, o evento revelou a expectativa dos expositores na retomada do mercado já nos próximos meses. Alguns executivos apostam suas fichas que, em 2018, o mercado brasileiro voltará a crescer ao menos 20%, comparado a 2017.

Principal entidade do setor, a Anfavea prevê uma expansão na produção de 28,2% em comparação ao ano passado. As exportações, que já registram acréscimo de 27% entre janeiro e setembro na comparação com 2016, sustentam a retomada, ainda que moderada. A expectativa é de que o país produza 100 mil unidades até o final do ano, um volume distante do maior pico já registrado na indústria – de 223,6 mil caminhões produzidos e comercializados em 2011, no melhor ano da história do setor.

Sem dúvida, já é alguma coisa. O presidente do Grupo Volvo, Wilson Lirmann, e o vice-presidente de vendas da Mercedes-Benz, Roberto Leoncini, por exemplo, acreditam no empuxo sobretudo de setores como agronegócio (principalmente grãos e cana), mineração, madeira, transporte de combustíveis, gases e frigorificados, como via para recuperar parte das perdas dos últimos anos. “O transportador precisa renovar a frota para evitar a elevação dos custos com manutenção dos veículos”, apontou Bernardo Fedalto, vice-presidente de vendas da Volvo Trucks.

NOVIDADES

Caminhões mais conectados e sustentáveis foram as principais novidades desta edição. A Volvo, por exemplo, exibiu o primeiro caminhão autônomo já testado na lavoura, o VM Autonomous, o que ocorreu recentemente em Maringá (PR), na Usina Santa Tereza, do Grupo Usaçúcar – um dos maiores produtores e exportadores desta commodity do Brasil. A solução foi desenvolvida por especialistas da marca no Brasil, a partir de tecnologias disponibilizadas globalmente pela Volvo.