Uma lista de obras em atraso — Revista M&T
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M&T nº 139Setembro 2010 Matéria 3 de 16
Sumário
  1. EditorialA vitrine pode virar vidraça
  2. Copa 2014O preço do mau planejamento
  3. Copa 2014Uma lista de obras em atraso
  4. Copa 2014Infraestrutura uma corrida contra o tempo
  5. Dimensionamento Da FrotaNão existe "receita de bolo"
  6. Peças & ServiçosAs vantagens do estoque "zero"
  7. TransmissãoO que as leva à inteligência
  8. MercadoUma aposta em equipamentos mais simples
  9. EmpresaSexagenária com fôlego de adolescente
  10. EmpresaAtenta às oportunidades
  11. EmpresaSany inicia a montagem de equipamentos no país
  12. EmpresaCom nova fábrica, Terex reforça aposta no Brasil
  13. PerfilMercado em mutação
  14. ManutençãoMisturadores de duplo eixo
  15. Espaço AbertoProdutividade na varrição de grandes áreas
  16. Espaço AbertoSistema otimiza a irrigação
  17. Painel9 notas e colunas
Copa 2014

Uma lista de obras em atraso

Exclusivo M&T 19 de outubro de 2010 · Edição 139

Projetos como o de Fortaleza (CE) e Natal (RN) lideram a lista das arenas com cronograma de obras em atraso

Diferentemente de Salvador e Rio de Janeiro, cujas obras dos estádios avançam a toque de caixa, em algumas cidades-sede da Copa de 2014 os projetos ainda esbarram na burocracia. Em Fortaleza (CE), por exemplo, a concorrência para a reforma do estádio Castelão foi concluída apenas em setembro último. O consórcio construtor formado pela Galvão Engenharia, Serveng e BWA assumiu uma das obras mais atrasadas para o evento, considerando que o prazo para sua conclusão é dezembro de 2012.

Orçado em R$ 450 milhões, o Arena Recife é um dos estádios cujo projeto básico foi aprovado pela FIFA, mas cujas obras também não saíram do papel. Apesar do atraso, o projeto prevê outras funções para a arena além de abrigar partidas de futebol, como shows, eventos religiosos, feiras e convenções. Com o amadurecimento do projeto, espera-se atrair os grandes clubes de Recife para a gestão do negócio até o início da Copa das Confederações. O empreendimento conta com investimentos dos governos federal e estadual, em parceria com a ISG e AEG, empresas de operação de eventos esportivos e culturais, respectivamente, que a princípio ficam responsáveis pela sua gestão.

O estádio terá capacidade para 46 mil pessoas e a estrutura de concreto será executada em parte com o uso de peças pré-moldadas e em parte com concreto moldado in loco. De acordo com a assessoria de imprensa do estádio, a construção exigirá a mobilização de equipamentos recorrentes em obras de terraplenagem, além de guindastes de torre e guindastes móveis para o içamento das peças pré-fabricadas e outros materiais. Além disso, centrais de concreto e bombas-lança serão alocadas na obra.







Indefinições existentes
Em São Paulo, o estádio do Corinthians, previsto para ser construído em parceria com a Construtora Norberto Odebrecht, passou a ser a primeira opção para sediar a Copa do Mundo na cidade, após o veto da FIFA ao projeto do Morumbi. Mesmo dispondo de outras opções, como a reforma do Parque Antártica, o estado é o único que ainda não definiu sua arena para os jogos até o fechamento desta edição da M&T. O Arena Corinthians foi projetado pelo escritório de arquitetura CDCA, com capacidade para 48 mil lugares, mas, para sediar a abertura dos jogos, teria que ter seu projeto redimensionado para 65 mil lugares, algo que está sendo amplamente discutido entre os envolvidos.

Em Curitiba (PR), o estádio do Atlético Paranaense, o Arena da Baixada, ainda depende de acordo para realizar o investimento previsto de R$ 130 milhões. O montante seria destinado à construção de um quarto lance de arquibancadas e à cobertura do estádio, um nível de adequação mais simples do que a maioria dos outros estádios que devem sediar os jogos da Copa do Mundo de 2014.

Até o final de setembro, a prefeitura de Curitiba e o governo do estado avaliavam a captação de R$ 90 milhões em títulos de potencial construtivo, e o restante do investimento seria realizado pelo próprio Atlético-PR. Mas nada havia sido definido até então.

O estádio das Dunas, em Natal (RN) é o único, entre os nove estádios com investimento público, que ainda não lançou edital para sua construção. Até o final de setembro, autoridades locais debatiam a realização dos projetos básico e executivo da futura arena, ambos os mais caros de todos os estádios-sede. Depois de pressões do Poder Legislativo e de adversários políticos, o governador Iberê Ferreira de Souza cancelou o contrato do projeto executivo, orçado em R$ 12,6 milhões, e o projeto básico foi redimensionado de R$ 14,8 milhões para R$ 4 milhões.

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