Uma aposta em equipamentos mais simples — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

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M&T nº 139Setembro 2010 Matéria 8 de 16
Sumário
  1. EditorialA vitrine pode virar vidraça
  2. Copa 2014O preço do mau planejamento
  3. Copa 2014Uma lista de obras em atraso
  4. Copa 2014Infraestrutura uma corrida contra o tempo
  5. Dimensionamento Da FrotaNão existe "receita de bolo"
  6. Peças & ServiçosAs vantagens do estoque "zero"
  7. TransmissãoO que as leva à inteligência
  8. MercadoUma aposta em equipamentos mais simples
  9. EmpresaSexagenária com fôlego de adolescente
  10. EmpresaAtenta às oportunidades
  11. EmpresaSany inicia a montagem de equipamentos no país
  12. EmpresaCom nova fábrica, Terex reforça aposta no Brasil
  13. PerfilMercado em mutação
  14. ManutençãoMisturadores de duplo eixo
  15. Espaço AbertoProdutividade na varrição de grandes áreas
  16. Espaço AbertoSistema otimiza a irrigação
  17. Painel9 notas e colunas
Mercado

Uma aposta em equipamentos mais simples

Exclusivo M&T 19 de outubro de 2010 · Edição 139

As fabricantes chinesas SDLG e SEM, que pertencem respectivamente à Volvo e Caterpillar, conquistam o mercado com a proposta de carregadeiras mais robustas e com menos eletrônica embarcada

A SDLG, quarta maior fabricante de pás carregadeiras da China, ilustra com precisão o atual acirramento da competição no mercado brasileiro de equipamentos para construção. A fabricante chinesa, controlada pela Volvo Construction Equipment, chegou ao país há pouco mais de um ano e, entre janeiro e julho de 2010, atingiu a marca de 244 unidades comercializadas. Com isso, no primeiro semestre do ano ela conquistou uma participação de 17% no segmento de máquinas com baixo conteúdo eletrônico, que a empresa prefere denominar de Simple Tech.

De acordo com Afrânio Chueire, diretor de negócios da SDLG no Brasil, o objetivo é disputar um perfil de cliente que, até então, não tinha condições de adquirir máquinas novas e transitava apenas no mercado de usados. “Além de oferecermos um produto de qualidade, temos uma extensa rede de distribuidores no território nacional para os serviços de pós-venda e financiamos os equipamentos por meio do banco da própria SDLG. Do total de máquinas vendidas por financiamento, 40% delas foram por meio desse banco”, diz ele.

Somente a Tracbraz, uma das cinco concessionárias da marca no Brasil, comercializou 140 unidades no ano passado. “Até o final deste ano, a expectativa é faturar R$ 50 milhões com a venda de 220 pás carregadeiras”, afirma Antônio Rosa, diretor da distribuidora. Recentemente, a empresa ampliou sua oferta no mercado brasileiro com a introdução dos modelos de carregadeiras LG 918 e LG 936.

Planos ambiciosos
A estratégia de expansão da Tracbraz passa por investimentos de R$ 10 milhões para a abertura de filiais em Serra (ES), São Paulo (SP), Contagem (MG), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF) e Bebedouro (SP), além da aquisição de equipamentos e ferramentas para assistência técnica aos clientes. “Oferecemos todo o suporte de pós-venda, com um ano de garantia para os equipamentos”, explica Rosa.

Ele ressalta que, como pertence ao grupo Tracbel, a empresa se beneficia de toda a experiência e estrutura da distribuidora para os serviços de peças de reposição e manutenção dos equipamentos. “Este serviço já é oferecido nas unidades das regiões Sudeste, Norte e Central.” Os planos da SDLG são de encerrar 2010 com um total de 430 unidades vendidas no Brasil, aumentando sua participação no mercado para cerca de 19%. Considerando os demais países da América Latina, a SDLG estima comercializar um total de 500 carregadeiras até o fim do ano.

Ciente dos conceitos pré-estabelecidos no mercado em relação à qualidade dos produtos chineses, Antônio Rosa ressalta a trajetória da SDLG para vencer eventuais resistências. “A empresa existe há 38 anos e comercializa 25 mil unidades de pás carregadeiras por ano.” Afrânio Chueire segue a mesma linha de raciocínio e complementa. “Preço e qualidade são coisas completamente diferentes. Nossos equipamentos satisfazem a necessidade do cliente e seu custo mais baixo é consequência do conceito Simple Tech, que não agrega ao equipamento itens que possam encarecê-lo.”

Produto de qualidade
A também chinesa SEM, que pertence à Caterpillar e conta com três distribuidores no Brasil, segue estratégia semelhante, apostando em equipamentos com mecânica robusta e menos conteúdo eletrônico. Alfredo Sarmento, gerente comercial da Soimpex, que atua na distribuição das pás carregadeiras da marca nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, destaca a competitividade dos produtos chineses. “Os equipamentos são de alta qualidade e se caracterizam pela ótima relação custo-benefício.”

Segundo ele, o fato de a marca estar associada à Caterpillar é outro diferencial. Tanto que, após um ano e três meses de atuação no mercado brasileiro, a fabricante conta com cerca de 100 equipamentos vendidos no país sem muitos esforços de divulgação. “Investimos na formação de um estoque de peças de reposição e, em conjunto com a Supertek, que distribui os produtos da SEM na região Sul, trabalhamos para nacionalizar alguns componentes das máquinas, como filtros e os pinos e buchas”, afirma Sarmento.

As pás carregadeiras da SEM são oferecidas no mercado em três modelos, com peso operacional entre 5,3 e 16,7 t e caçamba com capacidade nominal de 0,9 m³ a 4,5 m³. “Já temos clientes operando com esses equipamentos em serviços de terraplenagem, pedreiras e nas mais diversas aplicações”, explica o gerente. Este ano, a empresa espera comercializar cerca de 100 unidades em sua área de atuação.

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A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

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