Um novo interlocutor para antigas questões — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

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M&T nº 305Julho de 2026 Matéria 11 de 11
Sumário
  1. EditorialManutenção preditiva muda as operações
  2. DigitalizaçãoAs vertentes de uma evolução
  3. RetroescavadeirasMuito mais que potência
  4. InfraestruturaOs desafios de engenharia em obras subterrâneas
  5. MineraçãoControle de desgaste em aplicações severas
  6. MineraçãoA evolução técnica em lubrificantes
  7. LançamentoJCB lança retroescavadeira 3CX Plus no mercado brasileiro
  8. A Era Das MáquinasAscensão e queda de uma empresa 100% nacional
  9. ManutençãoO tratamento de óleos usados ou contaminados
  10. Entrevista – Kelly Rech Pedroni“O cliente não compra apenas o equipamento”
  11. Coluna Do YoshioUm novo interlocutor para antigas questões
  12. Painel24 notas e colunas
Coluna Do Yoshio

Um novo interlocutor para antigas questões

Como um interlocutor sempre disponível, a Inteligência Artificial passa a exercer um papel novo e valioso, ampliando a possibilidade de diálogo, investigação e aprendizado

Exclusivo M&T 14 de julho de 2026 · Edição 305

Imagem: Raiz

Atualmente, já não passamos um dia sem receber novos estímulos sobre o avanço da Inteligência Artificial (IA) e suas aplicações nos negócios, na vida profissional e no cotidiano.

Abruptamente, o tema deixou de ser apenas tecnológico e passou a fazer parte das conversas sobre produtividade, estratégia, educação, criatividade e tomada de decisão.

De fato, muitas tarefas se tornaram mais fáceis e rápidas de realizar com o apoio da IA. Hoje, é possível planejar uma viagem, organizar um roteiro, comparar alternativas, levantar informações, estruturar apresentações, revisar textos, resumir documentos, analisar dados e acelerar processos que antes exigiam muito tempo ou apoio especializado.

No entanto, há outro campo – talvez mais profundo – no qual a IA também oferece uma contribuição relevante: a evolução do conhecimento, do raciocínio e da capacidade de reflexão.

Grande parte do nosso aprendizado ocorre pela troca de ideias com pessoas experientes e bem-informadas.

Bons interlocutores ajudam a ampliar horizontes, testar hipóteses e rever conceitos.O problema é que nem sempre essas pessoas estão disponíveis quando precisamos.

Muitas dúvidas surgem de forma espontânea, a partir de leituras, notícias, reuniões ou inquietações pessoais ainda não totalmente formuladas.

Nesse ponto, a IA passa a exercer um papel novo e valioso, pois não substitui a experiência humana, a sensibilidade dos bons conselheiros ou a riqueza das relações pessoais, mas amplia a possibilidade de diálogo, investigação e aprendizado.

Na prática, funciona como um interlocutor sempre disponível, capaz de organizar informações, sugerir caminhos, apresentar contrapontos e transformar dúvidas vagas em perguntas mais claras.

O aprendizado deixa de ser apenas uma busca por respostas prontas e passa a ser uma forma de expandir o próprio pensamento.

No ambiente dos negócios, os efeitos positivos podem ser muito relevantes.

Executivos, conselheiros, empreendedores e profissionais de diferentes áreas podem usar a IA não apenas para ganhar eficiência operacional, mas também para melhorar a qualidade da análise estratégica.

A tecnologia pode apoiar a preparação de reuniões, a avaliação de cenários, a análise de concorrentes, a construção de planos de ação e a antecipação de riscos.

Naturalmente, esse avanço exige cuidado, discernimento e responsabilidade. A IA não deve ser tratada como fonte absoluta de verdade, nem como substituta do julgamento humano.

Cada vez mais, torna-se importante formular boas perguntas, verificar informações e aplicar o conhecimento com senso crítico.

Ainda assim, a perspectiva é positiva. A IA poderá nos ajudar a pensar melhor, aprender mais rápido, organizar ideias e ampliar nossa capacidade de compreender fenômenos complexos.

No limite, pode elevar o nível das conversas, qualificar decisões e criar formas de colaboração entre as pessoas e a tecnologia.

Por isso, a grande questão talvez não seja apenas o que a IA pode fazer por nós, mas o que seremos capazes de melhorar com ela.


*Yoshio Kawakami é consultor da Raiz Consultoria e diretor técnico da Sobratema
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