Conforto na operação resulta em ganhos de produção
Grupo Estrutural atesta os ganhos de produtividade e de desempenho oferecidos pelo novo sistema de controle eletro-hidráulico da motoniveladora 140M, acionado por joystick
Com sede em São Paulo e uma variada frota de equipamentos, o grupo Estrutural atua em quatro frentes de negócios, abrangendo o setor de construção civil, a produção de brita, de concreto e de pré-fabricados. Na área de construção, o parque de máquinas é dimensionado para a execução de obras de terraplenagem, pavimentação e edificações, que figuram entre suas especialidades. Entre esses equipamentos, um dos destaques são as motoniveladoras 140M fornecidas pela Caterpillar, cujas mobilizações são focadas nas obras de conservação de rodovias e vias de acesso, conforme explica Davi Neves, gerente de recursos de transporte, operação e manutenção do grupo.
Além de ser o equipamento com maior força de lâmina contra o solo em sua faixa de operação – ele atinge 14.087 kgf, segundo o fabricante – Neves aponta a motorização como outro diferencial da 140M. Na prática, a motoniveladora conta com um sistema de gerenciamento da potência, o VHP, que possibilita sua variação e oferece um adicional de 5 HP nas marchas de operação, de forma a otimizar a força de tração nas rodas em todas as marchas. O sistema limita ainda a potência nas primeiras marchas, evitando a patinagem do equipamento e o desgaste prematuro dos pneus.
A tecnologia Acert, utilizada no motor C7 da motoniveladora, contribui para uma queima mais eficiente do combustível, o que proporciona maior rendimento ao equipamento e reduz os níveis de emissão de gases. “A alta produtividade do modelo 140M compensa até mesmo o alto consumo de combustível causado pela elevada potência do seu motor. Isso significa que a relação custo/benefício é muito vantajosa para nós”, afirma Neves.
Segundo ele, outro ponto de destaque da 140M é o sistema de acionamento eletro-hidráulico. A motoniveladora incorpora dois joysticks que, ao substituírem os controles convencionais por alavancas, reduzem em até 78% o movimento das mãos e dos pulsos dos operadores, proporcionando movimentos mais rápidos na lâmina. “O menor esforço desses profissionais se reflete em ganhos de produtividade, na medida em que seu estresse era descontado, em muitas oportunidades, na própria máquina. Em resumo, o resultado da empresa está diretamente relacionado à satisfação do operador”, explica Neves. “Além disso, com a eliminação de uma série de alavancas, a visibilidade da lâmina de corte por parte do operador aumentou, o que resulta em maior precisão no nivelamento do solo”, ele complementa.
Visão do operador
Tais características, na opinião de Davi Neves, ajudaram a fazer com que o equipamento fosse o escolhido pela empresa para utilização na duplicação da rodovia que liga as cidades paulistas de Campinas e Hortolândia. Essa visão é compartilhada por quem trabalha diretamente na obra. O operador de equipamentos Manoel José Galindo sempre trabalhou com as motoniveladoras da série H, da Caterpillar, e atualmente, ao final do expediente, sente no corpo o resultado das mudanças incorporadas pelo modelo 140M.
“Ela é muito mais fácil de operar e, ao final do expediente, eu me sinto bem menos cansado que antigamente”, diz Galindo, que passa diariamente entre seis e sete horas de sua jornada de trabalho no comando de uma 140M. Ele ressalta ainda o fato de o equipamento contar com cabine fechada e proteção contra a queda de pedras ou tombamentos (ROPS/FOPS). “Nesse modelo, eu trabalho com ar condicionado e, ao contrário da outra motoniveladora, equipada com cabine aberta, tenho mais segurança e conforto, na medida em que fico livre da interferência dos ruídos externos.”
Outro ponto positivo no novo modelo, na avaliação do operador, é o painel de controle. “Ele aumentou, e muito, a minha visão em relação à lâmina de corte e aos pneus. Devido ao novo formato da cabine, consigo enxergar melhor os cantos da lâmina, enquanto no modelo antigo eu tinha que ficar em pé para conseguir fazer o meu trabalho corretamente”. O profissional diz que precisou passar por uma reciclagem para se adaptar aos novos comandos. “Fizemos um curso no Senai, oferecido pela Sotreq, e após um período de adaptação eu me acostumei com o equipamento.”
Rapidez no atendimento
Além das vantagens operacionais da máquina, Davi Neves ressalta a qualidade de atendimento do distribuidor da marca, a Sotreq, que contribui para a rápida solução de falhas em campo.
Por falar em problemas, ao mesmo tempo em que o controle eletro-hidráulico por joysticks figura como um dos diferenciais do equipamento, ele também é uma fonte de preocupação. “Os componentes eletrônicos, quando danificados, podem causar a parada do equipamento, enquanto num modelo mecânico conseguiríamos dar um jeitinho”, esclarece o gerente do grupo Estrutural.
A rapidez das concessionárias da marca em atender os clientes com peças e serviços de assistência técnica figura como um dos motivos para a fidelidade da empresa à marca Caterpillar, conforme explica Neves. “O atendimento da Sotreq é sempre muito rápido. Eles possuem um bom estoque de peças e, mesmo quando o tempo de garantia excedeu, conseguem nos atender com excelência.”
Esse tratamento, até certo ponto diferenciado, é explicado também pelo número de motoniveladoras da marca que a Estrutural ostenta em sua frota, atualmente com cerca de 900 equipamentos. “Temos aproximadamente 50 motoniveladoras e 95% delas são da Caterpillar”, diz Neves. A idade média da frota da empresa, segundo ele, é de cinco anos. “Sempre balizamos a relação dos custos de horas trabalhadas pela idade do equipamento e, obviamente, chegamos à conclusão que a renovação da frota é essencial. Um equipamento muito antigo, além de apresentar mais falhas, não oferece boa disponibilidade”, ele conclui.



