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05 de April de 2018
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Especial Sobratema 30 Anos

Uma aliada de peso nos canteiros

A conectividade chegou para ficar, possibilitando avanços significativos na gestão das frotas e redução de custo operacional. Mas cabe ao usuário utilizar com eficiência as informações extraídas em benefício da produtividade
Por Santelmo Camilo

No ano passado, as obras para expansão do Canal do Panamá estavam a todo vapor, com uma frota de 40 caminhões articulados trabalhando 23 horas por dia. Os veículos só paravam uma hora para manutenção preventiva, numa época de calor insuportável, quando os sistemas de machine control informaram algo estranho: os veículos ficavam um período de três horas sem trabalhar, porém com ar condicionado ligado e consumindo combustível. Ao apurar o que acontecia, foi descoberto que os operadores estavam consumindo as refeições dentro dos caminhões com o ar ligado, devido ao calor.

Como se pode imaginar, essa situação estava gerando um consumo elevado: no caso, um total de quase 1.000 litros de combustível por dia. Mas foi detectada e resolvida a tempo com o suporte da tecnologia embarcada, ao passo que a construtora passou a disponibilizar um contêiner restaurante com ar condicionado para os operadores realizarem suas refeições. “A tecnologia é uma aliada de peso para eliminar gastos imperceptíveis na visão dos gestores”, resume Renan Wagner, coordenador de desenvolvimento de negócios de pós-venda da Volvo.

De fato, os sistemas de machine control e monitoramento remoto fazem parte de uma realidade cada vez mais comum e acessível em tempo real, de qualquer lugar do planeta. A integração com os ERPs das empresas possibilita relatórios confiáveis e rápidos, que ajudam as empresas a identificar oportunidades de ganhos significativos para a operação e a manutenção, com antecipação de falhas antes mesmo de o operador perceber ou de o problema ser detectado na sistemática de manutenção. Seu advento, disso já não resta dúvida, causou um dos mais profundos impactos na evolução tecnológica recente do setor.

Mas o que realmente mudou? É o que iremos repassar agora.

SURPREENDENTE

O diretor do TMD Group e vice-presidente da Sobratema, Silvimar Fernandes Reis, dá o tom da conversa. Segundo ele, que vem trabalhando com telemetria em uma empresa de transporte, o resultado obtido pela eletrônica é surpreendente. “A economia de combustível gira em torno de 10%, além da melhoria de indicadores de produção e de manutenção, com maior atividade preventiva que antes”, afirma.

Isso porque a eletrônica embarcada possibilita a obtenção de uma gama enorme de informações antes não disponível. Em termos de produtividade, as empresas podem chegar ao metro cúbico produzido por hora e, por exemplo, controlar a ociosidade e o consumo de combustível. No quesito segurança, os gestores podem monitorar as freadas dos veículos e o excesso de velocidade, bem como identificar outras máquinas, veículos, pessoas ou obstáculos no trajeto que os equipamentos percorrem.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral