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06 de março de 2018
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Especial Sobratema 30 Anos

Quebrando paradigmas

Avanço da automação também mudou a forma como as construtoras executam suas obras de engenharia, agora muito mais precisas e seguras do que jamais foram no passado

Em relação à automação, fabricantes como a Trimble iniciaram já nos anos 70 a aplicação da tecnologia GPS para uso comercial. Em seguida, nos anos 90, a empresa desenvolveu a tecnologia RTK (Real Time Kinematic), que identifica e corrige erros no GPS, possibilitando assim sua aplicação na engenharia, onde até então era evitada por gerar imprecisões.

De fato, o gerente regional de contas da Trimble para o Brasil, Franco Brazilio Ramos, admite que os erros e imprecisões eram fatores que deixavam os projetos com valor acima do budget, devido aos custos inesperados. “Essas ferramentas verificam esses projetos e corrigem o posicionamento das referências topográficas em campo”, explica. “Com um projeto bem desenhado em modelos tridimensionais e referências bem calibradas, as construtoras agora conseguem calcular com maior precisão os volumes de material a serem removidos ou compensados no corte e aterro.”

Outro passo importante nesta evolução foi adicionar essas tecnologias aos equipamentos, de modo a aprimorar a precisão e evitar tempo de ociosidade. Tais recursos minimizam a possibilidade de inconsistência de projeto e de pontos de referência, além de anularem erros de cálculo de volume que causam atrasos em operações de terraplenagem e pavimentação.

EMBARCADOS

Nesse caso, o histórico é bem conhecido. Ainda nos anos 80, foram embarcados sensores de nivelamento a laser em motoniveladoras, tratores de esteiras e escavadeiras, com uma tecnologia ainda chamada de 2D. Nos anos 90, o sistema RTK foi introduzido, possibilitando gravar um projeto tridimensional com curvas e inclinações, enquanto o equipamento obedece aos comandos pré-estabelecidos, eliminando possíveis erros da interface humana.

Acontece que, no início dos anos 2000, ainda havia muitos problemas na interpretação desses sistemas. Por isso, a Trimble (e outras marcas) estabeleceu sua rede de distribuição mundial, ajudando a divulgar as soluções. Isso resultou, por exemplo, no avanço do controle automático da compactação, por meio do qual o sistema informa ao operador se o solo está ideal ou requer maior quantidade de passadas com rolo compactador.

Logo, durante uma obra tornou-se possível identificar pontos críticos e corrigi-los antes de terminar o trabalho. “Embora em décadas passadas tenham ocorrido aplicações pontuais em algumas obras, essas tecnologias ainda não eram totalmente sistematizadas, começando a se disseminar somente nos últimos dez anos”, explica Ramos.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral