FECHAR
FECHAR
16 de junho de 2010
Voltar
Complexo de Suape

Projetos que impulsionam a economia

Com a proliferação de novas indústrias em implantação em Suape, o governo Federal liberou investimentos de R$ 700 milhões previstos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para a melhoria da infraestrutura do porto e do complexo industrial. Os recursos, aportados em 2009, vieram se somar a outros R$ 700 milhões que já haviam sido destinados à região.

Com isso, Suape reforçou a sua posição como pólo industrial portuário e rendeu ao Pernambuco o melhor índice de confiança do empresariado nos últimos dez anos em relação aos demais estados da União. A informação foi divulgada pela Agência Condepe/Fidem, órgão ligado ao governo pernambucano, que apontou um crescimento de 3,8% no PIB (Produto Interno Bruto) do estado, índice bem acima dos -0,02% registrados pelo PIB brasileiro em 2009.

Os investimentos realizados contribuíram para transformar Suape no “melhor porto do País”, segundo pesquisa realizada pelo Instituto de Logística e Suplay Chain (Illos). É bem verdade que boa parte dessa qualificação também se deve a sua posição estratégica, que permite acesso às principais rotas marítimas do mundo e a 160 portos espalhados por todos os continentes.

Os grandes projetos
Outro fator que contribuiu com a consolidação de Suape foi sua eficiência em arregimentar importantes projetos industriais em implantação no País: a Refinaria Abreu e Lima, que está sendo construída por meio de uma parceria entre a Petrobras e a petroleira venezuelana PDVSA, e o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), que marca o renascimento da indústria naval do País.

Além do EAS, que já entregou o primeiro navio petroleiro encomendado pela Petrobras, em maio (veja matéria na pág. 24), outros dois estaleiros serão instalados no local, totalizando investimentos de R$ 880 milhões e gerando 5.000 empregos diretos, conforme anunciado pela administração de Suape no último dia 26 de março. Um deles é capitaneado pelo grupo coreano STX Europe, com foco na construção de embarcações e em projetos navais, enquanto o outro, pertencente à portuguesa MPG, vai se destinar à produção de módulos off-shore e de equipamentos para navios e usinas eólicos.