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16 de junho de 2010
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Complexo de Suape

Um canteiro de obras que não para de crescer

Para abrigar mais de 130 empresas, entre elas uma grande refinaria de petróleo e o maior estaleiro da América Latina, o porto de Suape recebe investimentos em expansão e na construção de novos acessos

Mais de uma década após as primeiras iniciativas para a implantação de um Complexo Industrial no porto de Suape, em Pernambuco, a região finalmente se consolida como um dos principais destinos dos investimentos no Norte e Nordeste do País. Atraídos por um porto de localização privilegiada, que possibilita acesso aos mercados da Europa e América do Norte, os investimentos chegam à região impulsionados pela expansão do setor de petróleo e pela retomada da indústria brasileira de construção naval.

Situado em uma área de 13,5 mil hectares, o equivalente a 90 estádios do Maracanã, o Complexo Industrial de Suape se estende ao longo do litoral pernambucano, onde o cenário das obras se contrapõe à paisagem de um verdadeiro paraíso tropical. Até o próximo ano, ele deverá receber aproximadamente R$ 1,4 bilhão em investimentos do governo Federal, com destaque para a ampliação do porto.

O projeto contempla a construção de dois píeres petroleiros e de uma tubovia para o escoamento de materiais líquidos, principalmente o óleo diesel a ser processado pela Refinaria Abreu e Lima, em instalação no local. Esse projeto, que figura como a segunda maior refinaria do País, integra um elenco de mais de 130 empreendimentos privados em implantação em Suape. A lista inclui ainda o Estaleiro Atlântico Sul, o maior da América Latina, além da General Motors, Bunge Alimentos e de outras empresas que, juntas, investirão US$ 17 bilhões no Complexo Industrial até o fim deste ano.

Se os projetos privados já poderiam justificar para Suape o título de maior canteiro de obras do Brasil, os recursos federais vêm reforçar essa posição de destaque. Para suportar essas operações, o porto precisa ganhar novos píeres e o complexo industrial deve ser dotado de vias de acesso rápido e de alta capacidade.

Obras de acesso
Todas as obras de acesso às empresas são de responsabilidade da Administração do Complexo Industrial. Nesse rol está a Express Way, um anel rodoviário formado pelas rodovias TDR-Sul, TDR-Norte e a ligação ao Cabo de Santo Agostinho. “Essas obras consistem na criação de vias de acesso rápido ao complexo industrial, todas com duas ou mais faixas de rodagem”, diz Ricardo Padilha, diretor de engenharia e meio ambiente de Suape.

Até o fechamento desta reportagem, duas rodovias (TDRs Norte e Sul) estavam concluídas e a ligação para o Cabo de Santo Agostinho, uma cidade vizinha a Suape, não havia começado. “No pico das obras das duas vias, mobilizamos 145 equipamentos de terraplenagem, entre escavadeiras de 20 t, retroescavadeiras, caminhões basculantes, tratores e outros”, afirma Anderson Roberto Torres Freire, engenheiro fiscal de Suape.