Versatilidade sob medida — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

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M&T nº 257Setembro 2021 Matéria 8 de 12
Sumário
  1. EditorialA regulamentação de baterias na Europa
  2. Geração De EnergiaEficiência nos picos de demanda
  3. MotoniveladorasAlta performance na movimentação
  4. Especial InfraestruturaPotencial sobre as águas
  5. Fórum De Infraestrutura 2021Os desafios da universalização
  6. TecnologiaNa trilha da revolução verde
  7. CompactosVentos favoráveis para as minis
  8. LançamentoVersatilidade sob medida
  9. A Era Das MáquinasDa Moto Agrícola à New Holland
  10. ManutençãoComo expandir a vida útil de pneus off-road
  11. Entrevista Com Paulo Carvalho"Não há como planejar sem considerar as mudanças de direção"
  12. Coluna Do YoshioA Bolsa como escola
  13. Painel21 notas e colunas
Lançamento

Versatilidade sob medida

Focada nos segmentos de construção, agronegócio e locação, a John Deere apresenta ao mercado a nova pá carregadeira 444G, com carga de tombamento de até 8.267 kg

Exclusivo M&T 10 de setembro de 2021 · Edição 257

Ampliando o portfólio de equipamentos nacionalizados na Linha Amarela, a John Deere lança seu novo produto para o mercado nacional. Integrante da Classe A, de acordo com a classificação da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), a pá carregadeira 444G suporta carga de tombamento entre 6.120 e 8.267 kg, sendo voltada especialmente para as áreas de construção, agricultura e locação.

Na área agrícola, o equipamento pode atuar, por exemplo, na movimentação de materiais como calcário, terra, agregados e algodão, assim como no içamento de big bags (sacos de sementes) e em aplicações de suporte.

Para tanto, o novo equipamento conta com caçamba de 1,9 m³, além de trazer eixos ZF e motor John Deere Powertech E, de 4,5 litros e alta reserva de torque. “Inicialmente, a oferta é centrada no mercado brasileiro, mas posteriormente levaremos esse modelo ao mercado latino-americano e para outros 80 países, onde o controle de emissão de motores é igual ou menor ao que temos no país”, informa Adilson Butzke, diretor de vendas da John Deere Brasil e América Latina, revelando que a empresa deu início à produção nacional do modelo já em agosto.

CARACTERÍSTICAS

Como explica o gerente de vendas da divisão de construção da John Deere Brasil, Thomás Spana, a pá 444G chega para complementar a linha da marca no país. Até o momento, ele destaca, a fabricante norte-americana não contava com um produto específico para essa classe de equipamentos (Classe A). “Dessa forma, a 444G veio para atender às necessidades dos clientes que buscam por esse tipo de maquinário”, aponta.

O especialista assegura que o equipamento é resultado de alto grau de desenvolvimento tecnológico, prometendo operação e manutenção simplificadas e o “menor custo operacional do segmento”.

Nesse sentido, Spana destaca o baixo custo de manutenção e de consumo de combustível do novo modelo, que segundo o gerente é 18% menor do que as máquinas similares pertencentes à mesma categoria, tornando assim o equipamento 40% mais eficiente. “A máquina conta com essa vantagem econômica, podendo ser utilizada com combustível diesel, como o S500 e o S10, que também contém 20% de biodiesel, além da facilidade de manutenção”, afirma. “Com efeito, a inspeção diária pode ser feita no nível do solo, com todos os filtros e visores posicionados de um lado só do motor, permitindo fácil acesso.”

NOMENCLATURA

Segundo Spana, a 444G é “a primeira máquina no segmento G lançada no Brasil”. O executivo se refere à nova segmentação de portfólio da fabricante, conforme apresentada na mais recente edição da ConExpo-CON/AGG, realizado em março do ano passado em Las Vegas, nos EUA.

De acordo com o executivo, desde então os produtos da marca passaram a ser divididos em três categorias, que se diferenciam pelo desempenho e tecnologia e são representadas pelas letras G, P e X, relacionadas logo após o nome do modelo. “A categoria de máquinas da letra G é direcionada a clientes que buscam por equipamentos duráveis, mas sem a necessidade de um produto de alta produtividade”, explica o gerente.

Já os equipamentos que se encaixam na categoria P são os de maior tecnologia e alta produção, enquanto os modelos X são os de alta tecnologia, como os híbridos e elétricos. “Esperamos que, até o final de 2023, todo o nosso portfólio esteja enquadrado dentro dessa nova nomenclatura”, sublinha Spana.

Completando o portfólio da marca, o modelo 444G suporta carga de tombamento entre 6.120 e 8.267 kg

Embora seja um equipamento mais simples de operar, Spana explica que a pá carregadeira 444G conta com tecnologias embarcadas como monitor de diagnóstico desenhado especificamente para essa máquina, que traz descrições de códigos de falha para evitar que o equipamento fique parado, além de sistema de partida com senha e painel intuitivo, com multifunções para realizar análises e diagnósticos. “Além disso, esse novo modelo, como ademais todos os equipamentos da Linha Amarela da John Deere, já possui o sistema de telemetria JDLink de série, ou seja, já vem incluso de fábrica”, ele acresce.

MERCADO

Analisando o mercado de pás carregadeiras, o gerente da divisão de construção e marketing da John Deere, Marcos Rathke, explica que esse segmento vem crescendo no país.

Segundo a prévia do Estudo de Mercado da Sobratema, publicada na edição de agosto, a categoria deve registrar avanço de 14% neste ano, com mais de 6 mil unidades vendidas no mercado brasileiro, representando assim o 3o maior volume de vendas na Linha Amarela, atrás de retroescavadeiras e escavadeiras. “A classe de tombamento que esse equipamento está inserido representa por volta de 36% do volume de pás carregadeiras vendidas no Brasil, algo em torno de 2.300 máquinas”, diz ele. “Ou seja, quase 40% do volume de pás carregadeiras no mercado brasileiro já são comercializados dentro dessa classe.”

Há mais de 40 anos atuando na área agrícola do país, a John Deere iniciou as operações no segmento nacional de construção em 2014, com a abertura de três fábricas exclusivas para essa divisão, de um total de oito unidades presentes no Brasil, investindo cerca de 300 milhões de dólares nas linhas, instalações e novos produtos desde então. “Nosso objetivo é continuar investindo no mercado brasileiro e latino-americano, tendo nossas fábricas brasileiras como plataformas de exportação para outros países”, diz Butzke. “Inclusive para o exigente mercado norte-americano.”

Saiba mais:
John Deere: www.deere.com.br

Uma publicação Sobratema

A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

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