Movimentação de cargas — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

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M&T nº 150Setembro 2011 Matéria 26 de 29
Sumário
  1. Editorial150 edições registrando a evolução do setor
  2. Construção PortuáriaObras avançam no maior empreendimento privado do país
  3. Construção PortuáriaOs equipamentos utilizados na terraplenagem
  4. Construção PortuáriaO empreendimento
  5. Construção PortuáriaProjeto é estratégico para o Porto de Santos
  6. Especial - Edição 150A consolidação da principal revista do setor
  7. NormatizaçãoSobratema lança manuais para a adequação dos importados
  8. NormatizaçãoNR-12 ganha força de lei
  9. NormatizaçãoNormas como farol
  10. Comboios De LubrificaçãoComo otimizar o abastecimento da frota em campo
  11. Comboios De LubrificaçãoGascom fornece comboios para Belo Monte
  12. FundaçõesTecnologias que suportam as grandes obras
  13. CaminhõesO mercado se prepara para o P7
  14. CaminhõesO que é o Arla 32
  15. CaminhõesLegislação determina índices drásticos de redução
  16. CaminhõesScania apresenta melhorias para a linha off-road
  17. Plataformas Aéreas De TrabalhoTecnologia francesa com produção local
  18. LançamentoGTM traz plataformas aéreas chinesas para o país
  19. LançamentoClientes testam os primeiros modelos da marca
  20. LançamentoEmpresa avança no segmento de guindastes maiores
  21. EmpresaSany amplia a linha produzida no Brasil
  22. EmpresaLlamada instala fábrica no interior paulista
  23. EmpresaEmpresa tem 156 anos de existência
  24. MercadoOs planos da XGMA para o país
  25. Movimentação De CargasTransdata investe na frota e em novos serviços
  26. Amarração De CargasMovimentação de cargas
  27. Importação De EquipamentosO equívoco da Camex na restrição ao ex-tarifário
  28. ManutençãoComo preservar os elementos estruturais dos equipamentos
  29. ManutençãoComo realizar o torque correto em parafusos
  30. Painel7 notas e colunas
Amarração De Cargas

Movimentação de cargas

Segurança passa pela inspeção dos laços de cabos de aço

Exclusivo M&T 27 de outubro de 2011 · Edição 150

O manuseio de materiais é de suma importância em todos os segmentos da economia e está diretamente envolvido com todas as etapas de qualquer processo industrial, desde a fabricação até a comercialização dos produtos. Dentre os materiais mais utilizados no processo de elevação de carga, destacamos os laços de cabos de aço, também conhecidos como estropos ou eslingas (lingas) de cabos de aço.

Para garantir a segurança na elevação de cargas com a utilização de laços de cabos de aço, as empresas devem promover a capacitação de seus funcionários, além de desenvolver um procedimento específico para manutenção, inspeção e descarte dos materiais utilizados nesse processo. Nessa atividade, elas devem utilizar metodologias especificadas pelas normas vigentes, como a NBR 13543 (Movimentação de cargas – Laços de Cabos de Aço – Inspeção e Descarte), ou desenvolver uma específica para seu segmento, dependendo do grau de risco de cada serviço executado.

Os laços de cabos de aço devem passar por um controle rigoroso de inspeção, que precisa ser realizado desde o seu recebimento até o descarte final. Tais inspeções devem ficar sob responsabilidade de um profissional qualificado e diretamente envolvido com a aprovação ou retirada desse material da frente de trabalho.

A capacitação do inspetor de laço de cabo de aço visa garantir a segurança da elevação da carga, certificando a utilização do material até o final de sua vida útil. Dessa forma, o usuário obtém maior confiabilidade na utilização desse material e evita gastos desnecessários nessa área.

Apresentamos, a seguir, uma metodologia para a realização da inspeção, que pode ser dividida em três etapas: inspeção de recebimento, inspeção periódica e inspeção completa. Na inspeção de recebimento, o responsável deve primeiramente analisar se o laço de cabo de aço está em conformidade com a solicitação de compra, verificando as seguintes características do material:

Diâmetro nominal do cabo de aço;

Comprimento útil do laço;

Dimensões dos olhais (BxC);

Acabamento do cabo de aço (polido, galvanizado, inox ou revestido);

Construção do cabo de aço (por exemplo: 6x25+AF);

A compatibilidade dos acessórios de carga, como anéis e ganchos, em relação ao cabo de aço;

Se as presilhas de fixação não apresentam deformação ou trinca;

Identificação permanente do fornecedor no material;

Identificação da carga de trabalho no material.

As características listadas acima devem ser apresentadas pelo fabricante do laço de cabo de aço, por meio de um certificado de qualidade, indicando a norma referente à sua produção. Após o recebimento do material, a empresa usuária pode criar um código para sua identificação (TAG), que será utilizado para a rastreabilidade de todas as inspeções durante sua vida útil. Essa identificação normalmente é feita através de uma plaqueta de aço fixada no olhal do laço.

A inspeção periódica, por sua vez, deve ser realizada antes de cada serviço de manuseio da carga, ficando sob responsabilidade do operador do equipamento ou até mesmo do profissional que responde pela amarração da carga, o rigger. Já a inspeção completa nos laços de cabos de aço deve ocorrer em intervalos de tempo não superiores a seis meses.

Esse intervalo de tempo pode ser reduzido, dependendo da intensidade de utilização do material e do nível de risco envolvido na operação. Em tais inspeções, realizadas por meio de uma análise visual, o responsável pelo serviço deve seguir um check list que contemple a verificação de itens como arames partidos, distorção do cabo de aço e danos no trancamento, presilhas ou acessórios O desgaste excessivo do material, assim como os danos por calor e corrosão também são itens a serem verificados.

Os dados registrados devem ser armazenados em uma pasta para cada TAG, mais conhecido no mercado como “book” do laço de cabo de aço. Seguindo esses procedimentos, a empresa usuária ganhará maior segurança em suas operações de elevação de carga com o cuidadoso acompanhamento do estado de conservação dos laços de cabos de aço.

O engenheiro Gustavo Cassiolato é diretor da Rigging Brasil, que presta serviço de consultoria, treinamentos e inspeções na área de elevação e amarração de cargas, e atua como engenheiro responsável na empresa Comercial Ari Ltda, que fabrica laços de cabos de aço.

 

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