Impulso em boa hora — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

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M&T nº 184Outubro 2014 Matéria 11 de 19
Sumário
  1. EditorialAlém das fronteiras
  2. TúneisSoluções aprimoram mobilidade no país
  3. TúneisReforço sintético
  4. Implementos RodoviáriosEstratégia de retomada
  5. CabinesQuestão de sobrevivência
  6. FabricanteClasse mundial
  7. Comércio ExteriorA Convenção de Viena
  8. MineraçãoProteção indispensável
  9. Soluções Para ConcretoAvanço sustentado
  10. LegislaçãoOs impactos da nova NR-18
  11. RentalImpulso em boa hora
  12. EmpresaModelagem sob medida
  13. Momento M&T Expo 2015Elo entre Tecnologia e negócios
  14. A Era Das MáquinasAplicações criativas através da história
  15. ManutençãoForça hidráulica
  16. Entrevista"Serviço é o maior diferencial competitivo na atualidade"
  17. InternacionalDesatando o nó logístico
  18. Compactos & FerramentasSegurança e confiabilidade
  19. Coluna YoshioAtravés dos arbustos
  20. Painel14 notas e colunas
Rental

Impulso em boa hora

Empresários de locação de equipamentos móveis criam nova entidade para assegurar representatividade frente aos órgãos públicos e impulsionar o crescimento do setor

Exclusivo M&T 9 de outubro de 2014 · Edição 184

Com o crescimento obtido nos últimos anos, o setor de locação de máquinas e equipamentos móveis vem amadurecendo a largos passos no país. E a mais recente novidade tem cunho essencialmente institucional.

Instaurada em junho, durante a realização da M&T Peças e Serviços, a Associação Brasileira dos Sindicatos, Associações e Representantes dos Locadores de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas (Analoc) foi criada para agregar os agentes do setor de locação em torno de uma entidade representativa de âmbito nacional.

Segundo o presidente da Associação, Reynaldo Frahia, além dos assuntos pertinentes ao setor, o objetivo também é incentivar a criação de novas entidades nos segmentos em que ainda não existe representatividade. “No nosso caso, é uma forma de o rental mostrar a força que tem para o mercado e buscar alternativas necessárias para garantir um melhor desempenho”, afirma.

Como explica Frahia, a Analoc constitui o primeiro passo para a formação futura de uma necessária “Federação Nacional da Locação”, que trará maior legitimidade e representatividade à classe ao constituir-se como representante legal perante os órgãos públicos. “Mas, para isso, é preciso antes obter cinco cartas sindicais de locadores para a formação da Federação, o que até agora ainda não temos”, diz ele.

ESFORÇOS

Nesse primeiro momento, conforme relata o presidente da Analoc, o intuito é mais de agregar todas as entidades, concentrando os esforços na busca de soluções para os problemas existentes no sistema, além de auxiliar os sindicatos que estão sendo criados em todo o país.

De acordo com João Carvalho, presidente do Sindicato das Empresas Locadoras de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas de Pernambuco (Sindileq/PE), a Analoc surge em um momento importante para o setor de locação. Afinal, ao longo dos últimos sete anos a área de rental foi marcada por um crescimento acelerado, mas agora vive o impasse da acomodação e, por isso, requer uma reorganização mais aprofundada. “Em um período de estabilização como agora, nada pode ser melhor do que consolidar a classe em todo o território nacional”, diz ele.

Segundo Carvalho, a Associação deve atuar para unificar a linha de pensamento das unidades regionais das associações, reduzindo a distância geográfica entre os estados para garantir uma voz ativa a todas elas. “No Brasil, o mercado de locação está em fase de maturação e as empresas ainda estão aprendendo a lidar com os altos e baixos do mercado”, avalia. “Por isso, a criação da Associação vem em um momento singular para a classe, que conjuga instabilidade econômica com novos entrantes no mercado.”

NORMALIZAÇÃO

Para o presidente da Associação Baiana das Empresas de Locação de Máquinas e Equipamentos (Abelme), Waldemir Rodrigues de Oliveira, a Analoc realmente tem uma missão fundamental de dar apoio aos trabalhos realizados pelas associações regionais. “Se tivermos a força de uma Associação nacional frente aos poderes públicos e às grandes empresas, vai ser possível melhorar muito mais nosso trabalho”, afirma.

Outro papel importante da Associação reside na discussão sobre as normas existentes e sua aplicação no setor de rental. Segundo Genserico Jayme, vice-presidente da Associação Brasileira de Locadoras de Equipamentos de Goiás (Alec/GO), a participação de associações e sindicatos locais é muito importante na elaboração das normas que afetam diretamente o segmento. “Atualmente, com as mudanças realizadas em normas como a NR-12 e a NR-18, por exemplo, temos de nos preocupar com os cronogramas e, principalmente, em como adequar os equipamentos que estão fora destas modificações”, finaliza.

 

 

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