GTM amplia a linha de guindastes — Revista M&T
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M&T nº 138Agosto 2010 Matéria 9 de 21
Sumário
  1. EditorialTecnologia reduz impacto da obra nas comunidades vizinhas
  2. Método Não-DestrutivoO estado da arte em obras no subsolo
  3. Método Não-DestrutivoO impacto da tecnologia nas redes públicas
  4. Método Não-DestrutivoAs perspectivas nos quatro cantos do mundo
  5. Desmonte De RochaDetonadores Eletrônicos otimizam a operação
  6. RolamentosSabendo cuidar, eles vão durar
  7. MercadoReceita para uma boa importação
  8. Em FocoNova marca chega para disputar o mercado
  9. EmpresaGTM amplia a linha de guindastes
  10. NegóciosFabricantes coreanos buscam parcerias no Brasil
  11. Test-DriveGenuinamente 4x4
  12. ManutençãoVida longa ao material rodante
  13. PerfilTrês décadas dedicados à gestão de frotas
  14. Espaço AbertoComboios ampliam segurança na lubrificação
  15. Espaço AbertoSistema acaba com o giro de pino e bucha
  16. Espaço AbertoCaminhão otimiza tamponamento de furos para explosão
  17. Espaço AbertoKit para basculamento de 10x4
  18. Espaço AbertoITM lança roda para foras-de-estrada
  19. Espaço AbertoCentral de gelo para grandes produções de concreto
  20. Espaço AbertoPneu chinês promete economia de 80% na operação
  21. Espaço AbertoGuindaste operado por controle remoto
  22. Painel8 notas e colunas
Empresa

GTM amplia a linha de guindastes

Além de oferecer novos modelos da chinesa XCMG, nas linhas de guindastes telescópicos e treliçados, a distribuidora lança uma plataforma de trabalho sobre chassi de veículo comercial

Exclusivo M&T 28 de setembro de 2010 · Edição 138

Seis anos após iniciar a distribuição dos guindastes móveis da chinesa XCMG nas regiões Sul e Sudeste do país e no estado da Bahia, a GTM Máquinas e Equipamentos aumentou a quantidade de modelos oferecidos aos clientes. Além dos guindastes telescópicos sobre rodas e dos equipados com lança treliçada, sobre esteiras, que estão disponíveis em modelos de maior alcance, a empresa dispõe agora de um leque maior de produtos.

As novidades foram apresentadas aos clientes em evento realizado na cidade de Vitória (ES), em setembro, denominado de Customer Day. Os modelos de menor porte, por exemplo, com capacidade de 25 t de carga, ganharam um incremento de 1 m no alcance da lança principal e agora atingem 39,5 m de comprimento. “Nosso objetivo é consolidar a participação da XCMG no país, um mercado no qual ela acredita e planeja expandir seus negócios”, afirma Lédio Vidotti, diretor da GTM.

Um dos carros-chefes da linha, segundo o diretor, é o modelo de 70 t, cuja lança telescópica passa a alcançar uma altura máxima de 44,5 m. “Os modelos considerados intermediários, com capacidade de carga de 90 e 110 t, também foram relançados, sendo que o primeiro atingirá agora uma altura máxima de 55 m, chegando a 71 m com a extensão de lança (jib), enquanto que o outro atingirá 58 m de altura, chegando a 76,1 m com o uso de jib”, explica Vidotti.

Vendas aquecidas
No ano passado, a GTM vendeu 90 unidades e as projeções comerciais para 2010 são as mais otimistas. “Nossa expectativa é comercializar entre 250 e 300 unidades até o fim deste ano”. Vidotti cita ainda que, no segmento de guindastes telescópicos de 25 a 70 t de capacidade, a XCMG conquistou a liderança do mercado. “Nosso grande volume de vendas está relacionado a esses equipamentos, sendo que a XCMG detém de 60% a 70% de participação nessa faixa operacional no território brasileiro”, diz ele.

Nesse contexto, a distribuidora aproveita o aquecimento do mercado para ampliar sua oferta de guindastes sobre esteiras. As duas primeiras unidades, de 150 e 260 t de capacidade de carga, chegaram ao país no mês de agosto. “Dois técnicos da XCMG vieram ao Brasil para fazer a montagem dos equipamentos, que serão utilizados em obras da Petrobras no estado do Espírito Santo”, explica Vidotti.

O guindaste de 150 t conta com lança principal de 82 m de comprimento máximo de operação, além de um jib de 30 m. Já o modelo de 260 t atinge um comprimento máximo de operação de 87 m com a lança principal, chegando a 123 m com o jib. “Temos ainda equipamentos de 650 t para importação e a XCMG lançou recentemente na China um guindaste de 1.000 t, que deverá chegar ao mercado brasileiro até o final desse ano”, afirma o executivo.

Vidotti ressalta que esses equipamentos estão sendo utilizados nos grandes projetos de infraestrutura em implantação no país, como as expansões no parque de refinarias de petróleo e obras portuárias. Ele também vislumbra forte demanda para os guindastes da marca chinesa no segmento de energia eólica.

Foco no pós-venda
Na opinião de Lédio Vidotti, “a desconfiança em relação aos modelos asiáticos é uma percepção do passado”. Para exemplificar essa afirmação, ele diz que mais de 1.000 equipamentos chineses se encontram em operação no País. “Muitos clientes que adquiriram a primeira unidade conosco já comprovaram a qualidade do produto e realizaram novos pedidos.”

Como diferencial, ele destaca a robustez dos guindastes, que contam com componentes de classe mundial em itens como o sistema hidráulico, transmissão e outros. “O equipamento se equipara a qualquer guindaste disponível no mercado, com o atrativo de ter um preço competitivo”. No que tange ao pós-venda, a GTM dispõe de um estoque de peças, além de uma equipe formada por mecânicos, eletricistas e técnicos especializados na manutenção desses equipamentos.

Mas os planos da empresa são ainda mais audaciosos. Um investimento inicial na ordem de US$ 5 milhões irá transformar as instalações da distribuidora em um centro de distribuição de peças. “Esse montante será destinado à aquisição de mais peças de reposição, à instalação de áreas de estoque e de distribuição de peças e à contratação de funcionários”, explica Vidotti.

O executivo esclarece que sete técnicos da empresa chinesa já se encontram no Brasil, onde permanecerão constantemente para prestar o serviço de pós-venda, além de auxiliar no treinamento dos mecânicos e operadores brasileiros nos novos modelos que estão sendo importados.

Novos equipamentos
Outra novidade da GTM é a linha de plataformas aéreas montadas sobre chassis de veículos comerciais leves. Fabricados pela italiana Socage, os modelos trabalham com altura máxima entre 12 e 70 m. Trata-se de uma plataforma com lança telescópica, equipada com duas ou mais seções de lança articulada, o que permite ocupar um menor espaço quando recolhida sobre o veículo transportador.

Acrescida de seções telescópicas, a plataforma aérea permite alcançar locais de difícil acesso, posicionando o trabalhador atrás de obstáculos. “Esse equipamento é indicado para serviços de manutenção e montagens”, explica Vidotti. Segundo ele, duas plataformas DA320, com altura máxima de trabalho na faixa de 20 m, já chegaram ao País. “O grande diferencial desses equipamentos é a mobilidade, já que eles podem ser montados sobre veículos com peso bruto total (PBT) de 3,5 t.”

O executivo explica ainda que os novos modelos chegam ao mercado para suprir uma demanda não atendida pelas plataformas autopropelidas. “Eles surgem como uma boa opção para obras com espaços reduzidos, onde a limitação de deslocamento se faz presente”. Segundo  Vidotti, outro fator a se considerar é a segurança durante a operação, na medida em que todas as plataformas são equipadas com dispositivos eletrônicos de travamento no caso de as patolas não estarem estendidas para a carga da operação.

O interesse demonstrado pelos clientes durante a apresentação dos equipamentos, feita na sede da empresa, traz boas perspectivas para o futuro. “Estamos iniciando a apresentação do equipamento ao mercado, tanto que ainda não colocamos nenhuma máquina em operação, mas já temos oito encomendas e acreditamos que as vendas serão um sucesso”, avalia Vidotti. Com a expansão do setor, a GTM espera um aumento de 15% da demanda total de seus produtos em 2011.

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