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16 de junho de 2010
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Test-drive

Robustez a serviço da economia

Além dos ganhos de custos com manutenção, proporcionados pelo motor eletrônico, caminhão P310 reduz o consumo de combustível em operação de transporte de terra

Para uma construtora de pequeno porte, o custo de aquisição geralmente figura como item decisivo na opção por um equipamento ou outro, diante das limitações a investimentos. Mesmo nesses casos, entretanto, o desempenho pode contar a favor de determinado modelo, como demonstra a experiência da mineira AC Parceria e Terraplenagem.

Com um parque de cerca de 80 equipamentos de movimentação de solos, entre escavadeiras, pás carregadeiras, retroescavadeiras, rolos compactadores, motoniveladoras e caminhões basculantes, a empresa não se enquadra no perfil de uma construtora de grande porte. Mas para quem operava com uma frota composta por cinco equipamentos, até 2007, o ritmo de crescimento foi vertiginoso nesse período.

O engenheiro Luiz Carlos Vilela, sócio-diretor da construtora, atribui esse desempenho aos investimentos do governo federal no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Nos últimos três anos, participamos de praticamente todas as grandes obras do PAC em Belo Horizonte”, ele comemora. No portfólio de realizações se inclui até mesmo a execução de grande parte da terraplenagem do Centro Administrativo de Minas Gerais (nada menos que 400 mil m3 de material movimentado), como subcontratada de alguns dos consórcios construtores.

De subcontratada, a empresa já se prepara para alçar voos mais altos e, com a expansão do horizonte, vieram novas responsabilidades. “No nosso tipo de atividade, que envolve grandes volumes de produção, precisamos contar com equipamentos de alta disponibilidade”, complementa Luiz Cláudio Santos Lopes, também sócio-diretor da AC. Por esse motivo, ele explica que a construtora opera com equipamentos novos e apóia seu programa de manutenção na garantia oferecida pelos fabricantes e distribuidores.

Negócio acessível
Na lista das mais recentes aquisições da AC figuram quatro caminhões basculantes modelo P310 6x4, da Scania, que passaram a integrar sua frota a partir de novembro de 2009. Trata-se da primeira experiência da empresa com equipamentos da marca, que sempre foi vista com um posicionamento de preço acima de suas possibilidades. “Travamos contato com a montadora na M&T Expo 2009, constatamos a viabilidade do negócio e ele se concretizou”, resume Lopes.

Esse desfecho só tornou-se possível devido ao programa de demonstração desenvolvido pela Scania, que disponibiliza um veículo para testes por parte do potencial cliente. Em curto prazo de avaliação, o P310 apresentou uma economia de 10% no consumo de combustível em relação aos demais modelos 6x4 da frota, que são de outra marca. Operando com caçamba de 18 m3, eles atingiram esse desempenho em ciclos médios de transporte de 6 km de extensão, com picos de 15 km entre os pontos de carga e descarga.