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26 de setembro de 2011
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Plataformas Aéreas de Trabalho

Demanda nas alturas

Consumo do mercado brasileiro toma quase toda a capacidade de produção dos principais fabricantes globais e populariza modelos para aplicações específicas

De acordo com três dos principais fabricantes de plataformas aéreas de trabalho com operações no Brasil, o atendimento à demanda do mercado local está levando a capacidade de comercialização desses players globais a níveis próximos do limite. Nesse cenário, em que a demanda reprimida do país impulsiona as vendas dos competidores, não é exagero dizer que quem tem máquina disponível no pátio não fica sem fechar negócio.

Somente em 2010, o país consumiu cerca de 4 mil unidades desse tipo de equipamento, o que elevou a frota de plataformas em operação para perto de 11 mil unidades. Para este ano, a estimativa da JLG é que o mercado consumirá cerca de 2,5 mil unidades. “Assim como em 2010, esse volume só não será maior porque os fabricantes não têm mais unidades para comercializar”, diz Marcio Cardoso, diretor de vendas e marketing da JLG.

Marcos Bracco, diretor geral da Haulotte no Brasil, mostra-se mais otimista em relação às expectativas para 2011. Afirmando que até julho o mercado havia consumido mais de 1,6 mil unidades, ele projeta a venda de mais 1,7 mil plataformas aéreas no segundo semestre do ano, que segundo ele é historicamente mais aquecido em volume de negócios. “Considerando que de 1997 a 2009 o Brasil consumiu cerca de 10 mil equipamentos, os números atuais são consideráveis e revelam um setor de grande potencial”, ele afirma.

Campeões de vendas

Para a Terex, que afirma deter entre 40 e 45% das plataformas aéreas em operação no país, com a linha Genie, não será surpresa se, ao final de 2012, a frota brasileira contar com algo em torno de 20 mil unidades. De acordo com Raphael Cardoso, gerente de vendas do segmento de plataformas aéreas de trabalho da Terex Latin America, os equipamentos com alturas entre 12 e 15 m são os mais requisitados no mercado.

“Essa faixa de produtos atende à maior parte das demandas em construção de galpões e também de manutenção industrial”, diz ele. “Todavia, devido ao grande volume de obras de infraestrutura e do setor petrolífero em execução atualmente no Brasil, a demanda por plataformas aéreas maiores, com alcance vertical de até 43 m, tem crescido exponencialmente”, completa Cardoso. Na sua avaliação, os modelos com lança articulada ainda são os mais populares no mercado, mas os dotados de lança telescópica vêm ganhando cada vez mais aplicação devido ao seu maior alcance vertical, principalmente em projetos de obras e manutenção de refinarias de petróleo.