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08 de agosto de 2017
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Manutenção

Cuidando da eletrônica dedicada

Com as manutenções preventivas básicas, os sistemas eletroeletrônicos permitem que os equipamentos estejam sempre preparados para alcançar seu melhor desempenho

Foi-se o tempo em que a eletrônica era vista como um ponto fraco de máquinas e equipamentos, principalmente os pesados, obrigados por vocação a operar em ambientes muitas vezes inóspitos, invariavelmente em condições severas. Segundo uma ideia até recentemente arraigada no mercado, os sistemas eletroeletrônicos eram compostos por dispositivos frágeis e que causavam mais problemas do que traziam soluções. Do mesmo modo, também se acreditava que sua manutenção era mais complexa do que a mecânica clássica e que, por isso, deveria ser mais frequente e específica.

Hoje, isso mudou. As novas tecnologias eletroeletrônicas revelaram-se simples de usar e, mais que isso, aptas a resistir às intempéries. No limite, com as manutenções preventivas básicas, esses sistemas deixam os equipamentos preparados para alcançar seu melhor desempenho no campo.

PARÂMETROS

As máquinas pesadas modernas possuem sistemas eletroeletrônicos dedicados para praticamente cada peça ou conjunto. O motor, por exemplo, possui um Módulo de Controle Eletrônico (ECM) para fazer todo o seu gerenciamento, como sensores de rotação, de pressão, de nível e unidades injetoras de combustível. A parte hidráulica, por sua vez, também possui um ECM dedicado para gerenciar pressões e rotação de bomba e temperatura de óleo, por exemplo. Isso vale igualmente para os outros componentes, como transmissão, implementos, monitoramento remoto e cabine. “Os ECM’s se comunicam entre si, pois informações coletadas individualmente por um deles são necessárias para uma tomada de decisão de outro”, explica Erick Peinado, técnico de monitoramento da Sotreq, representante da Caterpillar no Brasil.

Ainda de acordo com ele, um motor gerenciado eletronicamente utiliza vários parâmetros como referência para o controle de injeção de combustível e de poluição, dentre outros. “Pressão de ar do ambiente, pressão de ar da turbina e temperaturas são referências para que o sistema eletrônico saiba a quantidade ideal de combustível a ser injetada e assegure a queima total do diesel e o melhor desempenho do equipamento, evitando a emissão de gases nocivos ao meio ambiente”, diz. “Uma transmissão controlada eletronicamente, por sua vez, cruzará informações de sensores de rotação para executar a troca de marchas no momento ideal, a fim de evitar o superaquecimento e melhorar o consumo de combustível e o desempenho da máquina.”