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05 de agosto de 2011
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Locação

Crescendo em ritmo acelerado

Representatividade do setor já passa de 26%, segundo entrevistados, e deve crescer ainda mais nos próximos anos

A locação de máquinas e equipamentos nas áreas de construção e mineração cresceu. Essa é a observação apontada pela reportagem da M&T depois de ouvir seis grandes fabricantes de equipamentos. Até poucos anos, cerca de um quinto das máquinas produzidas eram vendidas para locadores, sendo os 80% comprados diretamente pelas construtoras e mineradoras. Hoje, pelo relato dos entrevistados dessa edição, essa média é superior a 26%, ou seja, um quarto dos equipamentos segue para as empresas de locação.

Considerando que os potenciais compradores consumiram cerca de 25 mil equipamentos da linha amarela em 2010, de acordo com o Estudo de Mercado da Sobratema, podemos avaliar que aproximadamente 6.250 mil deles estão em mãos de locadores. Somente para efeito comparativo, tal montante representaria o parque de máquinas de 13 empresas como a Escad, que é a maior locadora independente do Brasil, registrando uma frota de 500 equipamentos. Outro comparativo possível indica que o total de equipamentos consumidos por locadores em 2010 representaria quase a metade dos 14 mil vendidos em 2009.

O avanço das rentals é inegável, mas ainda há espaço para ocupação, de acordo com os entrevistados da M&T. “Atualmente, nossa realidade no mercado brasileiro indica que 60% dos equipamentos são destinados a locadoras e o restante a consumidores finais”, diz Marcos Henrique Bezerra, gerente nacional de vendas da fabricante. Ele pondera, todavia, que esse cenário não deverá ser duradouro. Segundo ele, a proporção será inversa e a fabricante pretende inverter a balança quando a sua planta industrial, que está em construção no interior de São Paulo, começar a produzir em 2013. “Até lá as locadoras deverão comprar 40% das máquinas produzidas pela Sany, o que aproximará a nossa divisão de vendas da dos outros fabricantes instalados há mais tempo no Brasil”, complementa. Na média acima, a reportagem não computou o dado da Sany por se tratar de um cenário que a própria fabricante classificou como fora da curva.

Para a Case, 40% das máquinas são destinadas para locação e essa média deverá se manter a mesma até 2015. “As grandes empreiteiras, que são atualmente as principais clientes das locadoras, tendem a continuar alugando máquinas devido ao limite natural que têm para administrar a frota e para imobilização de capital”, argumenta Roque Reis, diretor geral da Case para a América Latina. Assim como os demais fabricantes, ele credita o avanço do setor de rental como um fator ligado ao bom momento econômico pelo qual atravessa o Brasil, o que também se reflete na grande quantidade de obras em andamento e em projeto. A profissionalização do setor de rental, que repercute na redução da idade média da frota e modelos de contratos mais atraentes, é o outro fiel da balança a favor do aluguel.