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25 de maio de 2018
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Treinamento

Base sólida para o sucesso

O reaquecimento da atividade na construção, que todos aguardam para breve, abre oportunidades para cursos e treinamentos especializados, presenciais e à distância
Por Santelmo Camilo

 

As ondas de demissões vividas pelo setor de construção criaram uma lacuna de operadores capacitados em empreiteiras, construtoras, locadoras e demais empresas usuárias de equipamentos. Em decorrência, muitos profissionais demitidos investiram em um negócio próprio, tornaram-se empresários ou se engajaram em outra atividade. Evidentemente, isso pode gerar um problema, pois, com o esperado reaquecimento do setor da construção nos próximos anos, podemos enfrentar – uma vez mais – um risco de déficit de pessoas qualificadas e treinadas para a atividade com máquinas, em diferentes níveis hierárquicos, desde a operação até o planejamento e o gerenciamento.

Mas esse fato também configura uma oportunidade. O cenário abre espaço para profissionais e consultorias terceirizadas, que acenam com a promessa de uma visão mais abrangente sobre o que é necessário ser feito para a construtora ou locadora se tornar mais eficiente. “Além de fornecer treinamento e qualificação profissional, é preciso fazer uma análise da gestão em sua totalidade”, explica Wilson de Mello Jr., diretor da consultoria Criando Excelência Operacional Empresarial (CEOE). “Durante o período de crise, as empresas se viram obrigadas a dispensar profissionais competentes e bem-capacitados que tinham salários elevados, o que convenhamos é um processo traumático de perda para uma corporação, pois compromete a qualidade das operações. Outras, por sua vez, mantiveram pessoas com salários menores, porém sem a mesma qualificação necessária.”

Instituto Opus já formou 6.500 profissionais de 500 empresas em diversos cursos oferecidos nas últimas duas décadas

O paradoxo é só aparente. Nessa linha de raciocínio, o mercado atual dispõe de boa oferta de profissionais qualificados, ao menos temporariamente. Contudo, de acordo com as observações de Mello Jr., eles já começaram a ser absorvidos nos primeiros meses de retomada de atividade da construção, submetendo-se a remuneração mais baixa do que a que recebiam em épocas de mercado em alta. Além disso, com o avanço da terceirização (como o leitor confere em reportagem nesta edição), alguns também estão abrindo microempresas individuais e sendo contratados como pessoas jurídicas.

Este fato nos revela que, a partir de agora, o mercado vai precisar se adaptar a essa nova realidade nas relações de trabalho e da reconfiguração do setor. Tendo isso em vista, imagina-se que os novos contratos, quando vierem, tendem a ser fatiados entre empreiteiras de médio e pequeno porte, o que naturalmente irá requerer maior investimento em qualificação e treinamento de mão de obra, fator prioritário para quem quer participar de grandes contratos com sucesso. Assim como ocorre com a tecnologia.