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08 de novembro de 2017
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Manutenção

Análise de óleo sem segredos

Por meio da verificação da composição química, teor e tamanho dos contaminantes, é possível avaliar as condições do componente e evitar o agravamento de desgastes

A análise de óleos é um processo importante de determinação das condições de lubrificação e desgaste de um determinado componente de máquinas pesadas. Neste artigo, são abordados os objetivos e as principais características desse procedimento, incluindo as tecnologias disponíveis para seu processamento e as vantagens de se manter um programa organizado de controle.

A análise de óleos começou a ser aplicada ainda na década de 50, tendo sua utilização se intensificado com a crise do petróleo, quando passou a ser um instrumento de monitoramento das condições dos óleos lubrificantes, identificando eventuais necessidades de troca ou reposição parcial. Posteriormente, a legislação ambiental exigiu providências rigorosas referentes ao tratamento e descarte dos lubrificantes.

Em relação ao lubrificante, podem ocorrer dois processos de falha: contaminação por partículas decorrentes do desgaste dos componentes ou de agentes externos (sendo a água o mais comum), ou degradação das propriedades físico-químicas do lubrificante (que irão prejudicar suas características de lubrificação).

Seja como for, por meio da verificação da composição química, teor e tamanho dos contaminantes é possível avaliar as condições do componente e evitar o agravamento do desgaste e eventuais avarias. A análise do óleo permite, portanto, reduzir as falhas relacionadas a deficiências do lubrificante, mas também evitar o desgaste prematuro dos componentes e, em consequência, aumentar a disponibilidade e produtividade do equipamento, ajudando a reduzir os custos de lubrificação e manutenção.

Para sua execução, são colhidas amostras dos lubrificantes, retiradas diretamente dos componentes a serem monitorados em cada equipamento. A retirada deve ser feita de modo a garantir a homogeneidade da amostra e impedir a interferência de contaminação local (tanto do meio como do recipiente de coleta).

Uma vez obtida, a amostra deve ser identificada de modo a permitir o acompanhamento. Para tanto, será necessário executar análises periódicas, que permitirão avaliar as tendências de agravamento dos sintomas observados. As análises podem ser divididas em quatro grupos: (1) análise físico-química, (2) análise de contaminação, (3) análise espectrofotométrica e (4) ferrografia.

PROCESSOS

A análise físico-química tem por objetivo identificar as condições do lubrificante, com diferentes verificações. Por exemplo, na viscosidade cinemática (medida da resistência de um fluido ao escoamento), em que os ensaios são realizados de acordo com as normas ASTM D445 e NBR 10441, com resultado expresso em centistokes (cSt) ou em cm2/seg. Grosso modo, a viscosidade aumenta com a presença de contaminantes não solúveis ou água, diminuindo devido à contaminação por solventes ou óleos de menor viscosidade.