FECHAR
FECHAR
06 de fevereiro de 2013
Voltar
Dragagem / A tecnologia mais adequada para cada tipo de projeto

As dragas de sucção e recalque do tipo desmontável fabricadas pela IHC, segundo o engenheiro, são de porte variado, equipadas com motores entre 300 hp e 3.800 hp e tubulações de sucção e descarga de 10 a 26 polegadas. “A maioria das dragas desse tipo é acionada por motores a diesel ou elétricos, sendo os últimos mais comuns em áreas definidas onde há o fornecimento contínuo de eletricidade, como em mineração”, exemplifica.

Antonio Fidalgo, gerente de engenharia civil da também europeia Rohde Nielsen, detalha que as dragas de sucção e recalque operam com uma cabeça de corte em forma de coroa, onde há dentes de aço adequados ao tipo de solo que será cortado. “Assim, quanto realiza o corte, os solos desagregados são sugados pelo sistema de bombeamento e encaminhados por tubulações até uma zona de aterro (recalque) ou até o porão de armazenamento da própria draga”, diz ele.

Dessa forma, essas dragas são destinadas a diversas operações, como abertura de novos canais de navegação e constituição de novas áreas de expansão portuária, para ficar em dois exemplos. “A única exigência é que o local de operação esteja, no máximo, entre dois e quatro quilômetros de distância do recalque, dependendo da potência da bomba de sucção”, detalha o especialista.

Walter, da IHC, esclarece que as dragas de sucção e recalque também podem ser equipadas com bombas submersas, capazes de aprimorar a sucção de materiais. “Em média, a mistura em uma dragagem contém 20% de material sólido e 80% de água”, explica. “Com bombas submersas, instaladas na lança de sucção, esses índices podem variar para 30% e até 40%, respectivamente. Ou seja, aumenta-se a produtividade e a concentração na operação.”

Hopper

A tecnologia de bombeamento submerso também pode ser instalada em outros tipos de dragas, como as Hopper. Esses equipamentos, por sua vez, são autopropelidos. “Esse tipo de equipamento é utilizado para dragagens de aprofundamento de canais de acesso aos portos, de manutenção, de constituição de novos terrenos, de engorda de praias e até mesmo em obras de abertura de canais para colocação de tubulações submersas”, adianta Fidalgo, da Rohde Nielsen.

Walter Herchenhorn, da IHC, explica que as dragas Hopper são fabricadas pela IHC com capacidades de 250 m³ a 33 mil m³. Segundo ele, tais dragas são muito utilizadas em portos por conta de sua característica de autopropulsão e por operarem em condições adversas no mar. “Ou seja, se movimentam até a frente de trabalho e executam o transporte do material até o bota-fora”, diz o diretor, lembrando que o dimensionamento eficiente do conjunto, além das bocas de sucção, também torna as dragas Hopper indicadas para operações em alto mar e, até mesmo, em solos de difícil sucção.