10 de janeiro de 2018 - 19h41

Liberações de crédito rural aumentaram 14%

O montante total de crédito rural contratado somou R$ 82,5 bilhões nos primeiros seis meses da safra 2017/18

Fonte: Agrolink

O clima que beneficiou a produção de grãos na temporada atual levou aos agricultores a tomarem mais empréstimos para investir em lavouras na primeira metade do período que iniciou em julho de 2017.

De acordo com o Banco Central, as contratações de crédito para investimento chegaram a R$ 20,7 bilhões, o que é 21,7% mais que a safra 2016/17.

A melhoria das propriedades rurais foi o grande destaque dos financiamentos. As linhas para financiamento em armazenagem, por exemplo, dobraram para R$ 416,4 milhões nessa primeira metade da temporada, dobrando o número do período anterior.

A linha que financia a compra de tratores e colheitadeiras, o Moderfrota, repetiu o nível de liberações do ano anterior e ficou nos valores de R$ 3,8 bilhões.

Por outro lado, a indústria de máquinas agrícolas espera que a demanda por essa modalidade de financiamento volte a incrementar-se e melhore nos próximos meses em função de que o Conselho Monetário Nacional aumentou em dezembro o prazo de carência desse tipo de crédito.

“As mudanças nas regras de acesso ao Moderfrota já devem começar a surtir efeito positivo na aprovação de novos financiamentos neste primeiro trimestre”, afirma Ana Helena de Andrade, a vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Já os contratos para custeio cresceram cerca de 5% para R$ 53,2 bilhões, mas o ritmo foi menor que nos meses anteriores, quando chegaram a crescer 25%.

“É normal que isso aconteça nesse período do ano porque o plantio de grãos já se finaliza”, diz Ana.

O montante total de crédito rural contratado somou R$ 82,5 bilhões nos primeiros seis meses da safra 2017/18 – o que significa um incremento de 14,2% em relação ao ano anterior.

Os bancos públicos são responsáveis por R$ 51,8 bilhões do total dessas liberações e considerando somente essas instituições financeiras houve um crescimento de 30%.

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