04 de outubro de 2017 - 08h57

Mercado de energia solar é promissor no Brasil

A utilização da energia solar vem crescendo no país, mesmo em meio às incertezas do mercado

Fonte: Assessoria de Imprensa

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Brasil tem um grande potencial de geração de energia solar, superior até ao de outros países onde esse tipo de fonte é bastante utilizado para geração de energia.

A Alemanha, por exemplo, tem índice de irradiação que resulta em 900 a 1.250 quilowatts-hora (KWh) por metro quadrado, enquanto no Brasil é da ordem de 1550 a 2400 kWh m²/ano.

O alto índice de incidência solar e uma demanda cada vez maior por diferentes formas de energia, mesmo com as dificuldades políticas e econômicas, o Brasil deve liderar a lista das cinco maiores demandas por usinas solares fotovoltaicas da América Latina.

Segundo a Aneel, o país conta atualmente com uma potência instalada de 144,2 megawatts (MW) em usinas solares fotovoltaicas de médio a grande porte. “Atualmente temos 53 usinas solares em operação no país”, diz a Agência.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), até o momento, as usinas solares fotovoltaicas conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN), sistema que coordena e controla todo o sistema de produção e transmissão de energia elétrica do Brasil, englobando as cinco regiões brasileiras, e os sistemas de microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica, somam uma potência instalada de 235 MW no Brasil, suficientes para abastecer cerca de 60 mil residências (com 5 pessoas em média).

“Enquanto o potencial técnico hidrelétrico nacional é de 170 Gigawatts (GW) e o eólico é de 440 GW, o potencial técnico solar fotovoltaico supera 28.500 GW, sendo maior do que o de todas as demais fontes combinadas”, afirma Rodrigo Lopes Sauaia, CEO da Absolar Brasil.

“Desses 28.500 GW, o país tem 282 MW instalados de energia solar, ainda muito pouco o potencial brasileiro, mas, estamos progredindo. Com a crise econômica, o consumo de eletricidade no país foi reduzido, atrasando a expansão da fonte, que vinha em ascensão”, diz.

No entanto, projeções recentes elaboradas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indicam que a participação da fonte solar fotovoltaica na matriz elétrica deverá atingir 10% em 2030, ante os atuais 0,02%, um crescimento de 500 vezes em menos de 15 anos.

Até o final de 2017, a expectativa é que entrem em operação 1 GW de energia solar fotovoltaica na matriz elétrica nacional (GD + GC), e para 2018, os planos são a produção de 3,3 GW de potência instalada.

“Para atender esses empreendimentos, os investimentos no Brasil serão da ordem de R$ 12,5 bilhões até 2018”, comenta Sauaia.

Microgeração

O Brasil vem investindo nesse segmento e, recentemente conseguiu atingir a marca dos 100 MW de capacidade de microgeração solar distribuída. De acordo com dados da Aneel, até o início de julho de 2017, a microgeração e minigeração distribuída a partir de fontes renováveis no Brasil (solar, hídrica, biomassa e eólica), chegou a 134,5 megawatts (MW) de potência instalada.

Segundo Rodrigo Lopes Sauaia, CEO da Absolar Brasil, os sistemas solares fotovoltaicos instalados em residências, comércios, indústrias, prédios públicos e na zona rural representam 99% das instalações de microgeração e minigeração distribuída no país.

De acordo com a Associação, o Brasil possui atualmente 12.520 sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, proporcionando economia e engajamento ambiental a 13.897 unidades consumidoras, somando mais de R$ 850 milhões em investimentos acumulados desde 2012, distribuídos em todas as regiões do Brasil.

Atualmente, explica Sauaia, os consumidores residenciais lideram o uso da energia solar fotovoltaica, somando 42% da potência instalada no país, seguidos por empresas dos setores de comércio e serviços (38%), indústrias (11%), poder público (5%) e sistemas localizados na zona rural (3%).

“O crescimento da microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica é impulsionado por dois fatores principais: a redução de 75% no preço da energia solar fotovoltaica nos últimos 10 anos e o aumento de mais de 50% nas tarifas de energia elétrica nos últimos dois anos”, afirma.  “Se aproveitarmos somente os telhados de residências brasileiras e instalarmos sistemas fotovoltaicos, a geração de energia seria cerca de 3 vezes a necessária para abastecer todos os domicílios do país.”

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