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11 de junho de 2019
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AGRONEGÓCIO

Produção de máquinas agrícolas aumenta à espera da renovação do crédito

Enquanto o novo Plano Safra não é lançado, as fabricantes buscam alternativas para atender aos pedidos
Fonte: Valor Econômico

De olho na renovação dos financiamentos no próximo Plano Safra (2019/20), que deverá entrar em vigor em 1º de julho, e nas entregas pendentes após a Agrishow – feira que aconteceu recentemente em Ribeirão Preto (SP), a produção de máquinas agrícolas e rodoviárias no país chegou a 5.442 unidades em maio, altas de 23,2% em relação a abril e de 18,6% ante a maio de 2018, segundo a Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

“Ainda temos que esperar como será o novo Plano Safra – que teve adiado seu anúncio –, mas acredito que a produção deverá continuar a crescer, visto que ainda temos clientes da Agrishow por atender”, afirma Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da Anfavea.

As vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias somaram 3.087 unidades em maio, com quedas de 0,7% em relação a abril e de 5,8% ante maio de 2018.

As retrações já eram esperadas, uma vez que as principais linhas de crédito oficiais para a aquisição de tratores, colheitadeiras e colhedoras de cana, entre outros equipamentos, estão praticamente esgotadas depois da forte demanda dos primeiros dez meses do Plano Safra 2018/19.

Segundo Miguel Neto, o recuo refletiu particularmente a menor venda de colheitadeiras, habitual no período.

Enquanto o novo Plano Safra não é lançado, as fabricantes buscam alternativas para atender aos pedidos. Normalmente utilizado para financiar máquinas importadas, o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) tem sido oferecido como opção.

Na CNH, que detém as marcas New Holland e Case, os juros da linha caíram de 13% ao ano para 7,5%. No entanto, o prazo de carência é de cinco anos, ante sete no caso do Moderfrota.

“Tivemos que subsidiar o juro para ficarmos mais competitivos, mas, honestamente, é um custo muito alto e pouco viável”, afirma Rafael Miotto, vice-presidente da New Holland AG para a América Latina.

A estratégia foi adotada uma semana antes da Agrishow. “Fizemos modalidades de um ano, dois e até cinco anos, com juros progressivos para atrair produtores de pequeno porte”, comenta Miotto.