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10 de setembro de 2019
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RESULTADOS

Venda de pesados se igualará a 2018 em 9 meses

O crescimento mais expressivo ainda é dos pesados, que de janeiro a agosto tiveram 33,5 mil licenciamentos, 61,5% a mais que em iguais meses do ano passado
Fonte: Automotive Business

Até o fim de setembro o mercado brasileiro terá absorvido cerca de 90 mil caminhões e ônibus, atingindo em nove meses o resultado total de 2018.

No acumulado até agosto já foram licenciados 65,1 mil caminhões (alta de 41,1% sobre iguais meses de 2018) e 13,5 mil ônibus (crescimento de 49,8%). A estimativa e os números foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Em agosto, os licenciamentos de caminhões somaram 9,4 mil unidades e cresceram 5,5% sobre julho, que teve um dia útil a mais. Os ônibus tiveram 2 mil unidades lacradas no mês e anotaram alta ainda maior sobre julho, 12,1%.

“As vendas de ônibus vêm sendo puxadas por modelos urbanos e em parte pelos escolares em consequência do programa Caminho da Escola”, diz o vice-presidente da Anfavea, Gustavo Bonini.

A Anfavea recorda que tanto caminhões como ônibus tiveram em agosto a maior média de vendas desde dezembro de 2014.

Nos caminhões, somente os modelos leves registram queda no acumulado do ano (de 3,6%). Todos os outros segmentos obtiveram alta.

O crescimento mais expressivo ainda é dos pesados, que de janeiro a agosto tiveram 33,5 mil licenciamentos, 61,5% a mais que em iguais meses do ano passado.

Por causa do bom momento do mercado interno, a produção de caminhões de janeiro a agosto somou 77 mil unidades e cresceu 13,1% sobre iguais meses de 2018, enquanto a média geral de crescimento (na soma de automóveis, comerciais leves e veículos pesados) foi de 2%. A produção de ônibus teve pequena queda de 6,9% na comparação interanual, com 19,4 mil unidades fabricadas no país.

O acumulado de janeiro a agosto mostra que o Brasil exportou 8,8 mil caminhões, total 52,6% menor que o registrado nos mesmos oito meses do ano passado como consequência da crise argentina.

A retração mais acentuada (66,9%) ocorre no segmento semipesado, em que os embarques somaram 2,3 mil unidades.

“A Argentina continua sendo para nós um desafio e com os fatos novos estamos preocupados com uma possível piora no país vizinho”, lamenta o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.