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01 de outubro de 2019
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TENDÊNCIAS

Startups de construção e imóveis ganham força no Brasil

Atualmente, já são 500 startups brasileiras olhando pro setor de construtechs e proptechs — como são chamadas, respectivamente, as startups do mercado de construção e imobiliário
Fonte: Yahoo Finanças

Startups do setor de construção, reformas e mercado imobiliário estão crescendo no Brasil e começando a dar os primeiros sinais de que o setor, antes esquecido nas conversas sobre inovação no país, poderá ter importância central no desenvolvimento habitacional brasileiro.

Atualmente, já são 500 startups brasileiras olhando pro setor de construtechs e proptechs — como são chamadas, respectivamente, as startups do mercado de construção e imobiliário.

“A maioria é de empresas em fase inicial, mas começamos a ter os casos de sucesso”, diz Bruno Loreto, CEO da Construtechs Angels, empresa de investimento-anjo (pessoa física ou jurídica que faz investimentos com seu próprio capital em empresas nascentes com um alto potencial de crescimento) para o setor.

A construtech de maior destaque, hoje, é a QuintoAndar. A empresa, que começou como opção de aluguel sem fiador, se tornou um unicórnio – quando uma startup ultrapassa o valor de mercado de US$ 1 bilhão – e começa a olhar pra outros mercados. Recentemente, disse que vai entrar no ramo imobiliário com reforma de apartamentos no país.

“O mercado de aluguel residencial é muito fragmentado, dividido em milhares de pequenas imobiliárias, atendendo proprietários com poucos imóveis. Isso dificulta bastante a profissionalização e explica porque o modelo tradicional é ineficiente”, diz José Osse, head de comunicação do Quinto Andar.

“As construtechs e proptechs entram como soluções que injetam tecnologia, praticidade e produtividade nos dois segmentos.

E o crescimento da startup surpreende. Segundo números divulgados pela própria QuintoAndar, o volume de contratos assinados entre janeiro e agosto deste ano aumentou em cinco vezes em comparação com 2018. A empresa também saltou de 300 funcionários, ainda no começo de 2018, para mais de 1 mil colaboradores até o meio de 2019.

“Ganhamos mais fôlego para consolidar nossa presença nos mercados onde já estamos e expandir para outras áreas”, afirma Osse. “Vamos aproveitar esse nosso momento”.