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03 de junho de 2019
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INOVAÇÃO

Setor de máquinas conta com maior estabilidade para o segundo semestre

Empresas avaliam demanda desigual entre setores e aguardam outras definições econômicas do governo para que indústria retome a confiança e realize investimentos nas linhas de produção.
Fonte: DCI

Empresas de máquinas e equipamentos de automação veem instabilidade no mercado industrial e enfrentam pressão do câmbio. O setor espera por definições econômicas do governo para avançar no segundo semestre.

“O desafio maior é a economia. Ainda existem dúvidas se o novo governo está indo na direção correta, se vai baixar ou não a taxa de juros. Uma vez estabilizado esse ciclo, o setor produtivo vai andar de maneira melhor”, avalia Marcos Ribeiro, diretor geral da Dardi para o Brasil e América Latina.

A empresa, especializada em tecnologia de corte com jato de água e laser, tem perspectiva de crescimento de faturamento na casa de 30% nesse ano.

“Começou um pouco fraco e sentimos uma volta forte das compras em maio. Inclusive, já superamos nossas metas para 2019”, destaca o executivo

Ribeiro aponta que as principais demandas vêm de eletrodomésticos da linha branca e do setor de construção.

O diretor de engenharia da Yaskawa Motoman, Gustavo Barini, conta que o início de ano foi movimentado. “Tivemos muitas consultas e fechamos negócios. Percebemos muitas empresas buscando soluções automatizadas.”

A empresa do grupo Yaskawa Electric Corporation, que fabrica robôs, explica que o setor automotivo puxou os investimentos no primeiro semestre. “Percebemos que para o próximo semestre, o ritmo não está se mantendo. Talvez a onda de projetos já tenha passado”, assinala o executivo.

Barini acredita que outros segmentos deverão buscar projetos de automação industrial no restante do ano. “Para o Brasil continuar competitivo no mercado global, precisa continuar investindo em todos os setores.”

Ele afirma que a desvalorização do real “esmaga” a indústria de automatização no Brasil. “A maioria dos produtos é importada, não existe fabricação local de robôs. Isso faz com que o investimento inicial sofra um impacto.”

Barini declara que projetava o dólar ao redor de R$ 3,50 ao longo de 2019 e que não acredita que a indústria brasileira irá crescer. “Não vai ser melhor que ano passado. Se conseguir empatar o desempenho, já será uma vitória.”