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27 de agosto de 2019
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TENDÊNCIAS

Setor de drones deve crescer 25% em 2019

Pelos menos 70 mil Aeronaves Remotamente Pilotadas estão cadastradas no sistema da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), onde 44 mil são para uso recreativo e 25 mil para uso profissional
Fonte: Assessoria de Imprensa

O setor de drones (aeronaves não tripuladas) está em franca expansão no Brasil e, de acordo com dados da MundoGeo, a cadeia prática do setor movimentará, em 2019, R$ 500 milhões, representando um crescimento de 25% e superando os mais de R$ 400 milhões do faturamento alcançado em 2018.

Pelos menos 70 mil Aeronaves Remotamente Pilotadas (Remotely-Piloted Aircraft – RPA) estão cadastradas no sistema da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), onde 44 mil são para uso recreativo e 25 mil para uso profissional.

No total, 52 mil pessoas são cadastradas para operar os drones, sendo 93% de pessoas físicas e 7% de pessoas jurídicas.

Nesse sentido, o IBAS – International Brazil Air Show 2019, que acontece entre 11 e 13 de setembro, no GRU Airport – Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, contempla uma agenda estratégica para debater o mercado de drones no Brasil.

O Workshop Drones terá quatro Painéis: Mercado de drones no Brasil e no Mundo; Tecnologia embarcada; Desafios regulatórios; e Tecnologias de detecção de drones nos aeroportos. Especialistas dos setores público e privado participam do Workshop.

"Trouxemos essa agenda para o IBAS 19 considerando a import&aci...


O setor de drones (aeronaves não tripuladas) está em franca expansão no Brasil e, de acordo com dados da MundoGeo, a cadeia prática do setor movimentará, em 2019, R$ 500 milhões, representando um crescimento de 25% e superando os mais de R$ 400 milhões do faturamento alcançado em 2018.

Pelos menos 70 mil Aeronaves Remotamente Pilotadas (Remotely-Piloted Aircraft – RPA) estão cadastradas no sistema da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), onde 44 mil são para uso recreativo e 25 mil para uso profissional.

No total, 52 mil pessoas são cadastradas para operar os drones, sendo 93% de pessoas físicas e 7% de pessoas jurídicas.

Nesse sentido, o IBAS – International Brazil Air Show 2019, que acontece entre 11 e 13 de setembro, no GRU Airport – Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, contempla uma agenda estratégica para debater o mercado de drones no Brasil.

O Workshop Drones terá quatro Painéis: Mercado de drones no Brasil e no Mundo; Tecnologia embarcada; Desafios regulatórios; e Tecnologias de detecção de drones nos aeroportos. Especialistas dos setores público e privado participam do Workshop.

"Trouxemos essa agenda para o IBAS 19 considerando a importância desse setor no Brasil, principalmente após a regulamentação e a crescente utilização nos diferentes segmentos, como a agricultura e a área de infraestrutura. A discussão, no evento, deve abordar as vantagens econômicas que as aeronaves não tripuladas ou drones representam, bem como os desafios que deverão ser tratados nos próximos anos, dos quais destacamos a responsabilidade em termos de proteção de dados, privacidade, ruído e emissão de CO2, entre outros pontos”, enfatiza Paula Faria, idealizadora do IBAS – International Brazil Air Show.

De forma geral, o evento debaterá amplamente todos os temas relacionados ao mercado aeroespacial no país e Amércia Latina, apontando desafios e os melhores caminhos.

Palestrante do Painel Mercado de drones no Brasil e no Mundo, no IBAS 19, o CEO da MundoGeo, Emerson Granemann, cita que, atualmente, no Brasil, mais de 30 mil pessoas estão envolvidas com o setor de drones, seja direta ou indiretamente, que é difícil pensar em geolocalização, inspeções, segurança, resgate, mapeamento, telecomunicações, por exemplo, sem a ajuda dos drones.

"Vale destacar ainda o grande número de empresas públicas e privadas que estão optando por se equipar com a tecnologia para gerar seus próprios dados, dispensando a contratação de prestadores de serviços. Toda essa movimentação tem a previsão de gerar em 2019, no país, R$ 500 milhões de faturamento", disse Granemann.

Regulamentação

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), antes de iniciar a operação de um drone no país, o responsável pelo equipamento precisa fazer o registro junto à Agência, por meio do Sistema de Aeronaves não Tripuladas (SISANT).

"A Anac vem acompanhando toda a discussão internacional sobre o uso de drones de forma a manter a regulamentação atualizada e alinhada às melhores práticas. Além disso, a preocupação com a fiscalização da utilização destes equipamentos é constantemente discutida com as autoridades policiais competentes. Nesse sentido, participaremos da Agenda Estratégica do IBAS 19 voltada ao tema", comenta o Superintendente de Aeronavegabilidade da Anac, Roberto José Silveira Honorato, que também palestrará sobre o tema no IBAS 19.

Para operar drones é necessário também seguir as regras da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e de utilização do espaço aéreo do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).

Mercado Global

O mercado global de serviços drones pode chegar a US$ 127 bilhões até 2020, segundo relatório da consultoria PwC realizado em 2017, que aponta o agronegócio como um dos setores responsáveis pela popularização dos drones, onde 26% das aeronaves são usadas na agricultura, ficando atrás apenas da área de infraestrutura (inclui todos os usos possíveis na engenharia civil) e que detém 41% do uso.