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03 de março de 2020
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O uso da brita pode ajudar para que barragens de rejeitos não se rompam

As barragens com até 30 milhões de m³ devem encerrar suas atividades até agosto de 2025
Fonte: Assessoria de Imprensa

Após o acidente de Brumadinho, a Agência Nacional de Mineração (ANM) limitou o funcionamento de barragens de rejeitos, o que forçou a descaracterização de estruturas ativas – conforme a determinação da agência, os reservatórios erguidos com o método de alteamento a montante e que tenham um volume de até 12 milhões de m³ de rejeitos deverão ser desativados até setembro de 2022.

Já as barragens com até 30 milhões de m³ devem encerrar suas atividades até agosto de 2025. E por fim, as estruturas que superarem o limite dos 30 milhões de m³ precisam finalizar suas ações até agosto de 2027.

De acordo com o superintendente do Grupo MBL, Jerri Alves, a medida foi um dos fatores essenciais para o aumento da demanda por agregados como o gnaisse – rocha de origem metamórfica, que resulta da deformação de sedimentos arcósicos ou de granitos.

Isso ocorre, pois, em formato de brita, o gnaisse se torna maleável e pode ser utilizado para a construção de estruturas capazes de descaracterizar e descomissionar barragens de rejeitos.

“O processo é realizado por meio da construção de vertedouros, que retiram o excesso de água das barragens, e viabilizam o reaproveitamento de rejeitos ...


Após o acidente de Brumadinho, a Agência Nacional de Mineração (ANM) limitou o funcionamento de barragens de rejeitos, o que forçou a descaracterização de estruturas ativas – conforme a determinação da agência, os reservatórios erguidos com o método de alteamento a montante e que tenham um volume de até 12 milhões de m³ de rejeitos deverão ser desativados até setembro de 2022.

Já as barragens com até 30 milhões de m³ devem encerrar suas atividades até agosto de 2025. E por fim, as estruturas que superarem o limite dos 30 milhões de m³ precisam finalizar suas ações até agosto de 2027.

De acordo com o superintendente do Grupo MBL, Jerri Alves, a medida foi um dos fatores essenciais para o aumento da demanda por agregados como o gnaisse – rocha de origem metamórfica, que resulta da deformação de sedimentos arcósicos ou de granitos.

Isso ocorre, pois, em formato de brita, o gnaisse se torna maleável e pode ser utilizado para a construção de estruturas capazes de descaracterizar e descomissionar barragens de rejeitos.

“O processo é realizado por meio da construção de vertedouros, que retiram o excesso de água das barragens, e viabilizam o reaproveitamento de rejeitos e o progressivo esvaziamento da estrutura. Além disso, a grande massa da rocha é usada no enrocamento das bases dos barramentos das barragens e garantem a sustentação e a drenagem dos mesmos. Com o rejeito mais seco, se torna possível trabalhar os resíduos com vários métodos de reaproveitamento de minérios”, explica.

O Grupo MBL, comenta Alves, fornece insumoss para obras de infraestrutura das mineradoras de ferro da Região Metropolitana de Belo Horizonte, em especial aquelas localizadas na região de Itatiaiuçu – onde estão sendo realizadas obras de descomissionamento e descaracterização de diques e barragens de rejeitos.
Um dos carros-chefes da mineradora, o gnaisse, após a sua extração, é classificado para diferentes usos, um deles é o emprego na construção de vertedouros de água.

Segundo Alves, o desmonte da rocha de forma natural gera as intituladas “matacões”. Estas que serão transformadas em fragmentos de até 300 mm e aproveitadas em obras de construção pesada – como gabiões, áreas de contenção e grandes muros de contenção e arrimo.

“Os principais minerais que compõem o gnaisse são o quartzo, feldspato e a mica. Esse metamorfismo o torna uma rocha mais fácil de se trabalhar, sendo bastante utilizado em obras de infraestrutura, assim como na construção civil e pavimentação de estradas. O gnaisse também pode ser convertido em areia e pó de pedra”, complementa.