09 de fevereiro de 2018

Corporativo #

NLMK registra crescimento de 43% em 2017

Paulo Seabra, diretor-geral da NLMK South America, acredita que os dados de 2017 indicam a ascendência da empresa no Brasil
Fonte: Assessoria de Imprensa

Apesar da crise econômica no país, principalmente nos setores de indústria e construção, a siderúrgica NLMK está bastante otimista com o mercado para 2018.

A companhia obteve teve um crescimento de 43% em 2017 e também aumentou a carteira de novos clientes em 20%.

Paulo Seabra, diretor-geral da NLMK South America diz que a alta de receita foi de ordem semelhante, já que os preços não sofreram mudança significativa.

O executivo acredita que os dados de 2017 indicam a ascendência da empresa no Brasil.

“Dentro do cenário econômico atual do país, este resultado foi muito bom”, afirma. “Mesmo com câmbio desfavorável, inadimplência como barreira para vendas e a greve na alfândega nos últimos meses do ano, conseguimos crescer”, completa.

Segundo ele, outubro foi o melhor mês de faturamento desde que a empresa começou sua operação no Brasil, em 2014.

Para Seabra, o mercado está começando a se recuperar e declara que houve aumento na procura por aços especiais no final de ano.

Segundo ele, os setores que mais há demandas são o de caçamba meia cana e, gradualmente, o de caminhões.

“O fator que influenciou nosso avanço em 2017 foi que muitas empresas seguraram as compras, mas no último trimestre ficaram com baixo estoque e precisaram repor”, conta. Ainda, ele confirma que os setores sucroenergético e agrícolas foram o que mais puxaram o crescimento da NLMK.

Outra boa notícia, além da receita em alta, foi a conquista de dois contratos importantes de fornecimento em longo prazo. Um deles, de três anos, para fornecedores da Vale, e outro para a Yamana Gold.

Em outra perspectiva, Seabra também atribui esse crescimento às estratégias de produção da empresa.

“Muitas siderúrgicas no mundo, incluindo as brasileiras, persistem com grande foco no aço comercial, de menor valor agregado, o que impacta pouco na nossa operação, razão pela qual a NLMK se posiciona globalmente entre as usinas siderúrgicas com maior índice de capacidade utilizada (superior a 96%) e com maior lucratividade”, revela.

“Outro fator que amplia nossa competitividade é o elevado índice de verticalização que temos pelo fato de possuirmos 100% de autossuficiência em minério de ferro e carvão, gerando aproximadamente 60% da energia que consumimos, além de temos quatro portos próprios para escoar nossa produção”, finaliza.

A NLMK chegou ao Brasil em 2014 e em meados do ano seguinte decidiu ampliar suas operações para o Peru. Agora, já tem operações no Chile, na Colômbia e já se volta para o Panamá.

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