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12 de março de 2019
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INOVAÇÃO

Mercedes-Benz renova linha de cabines de caminhões e amplia produção no ABC paulista

Custo de R$ 100 milhões na modernização da montagem é parte dos R$ 2,4 bi que devem ser investidos até 2022. Montadora começou ano com 400 novos funcionários na unidade
Fonte: G1

A Mercedes-Benz apresentou no final de fevereiro a renovação da linha de produção de cabines de caminhões na fábrica de São Bernardo do Campo, SP.

A modernização vai permitir a montagem mais rápida e custou R$ 100 milhões, que são parte dos R$ 2,4 bilhões que devem ser investidos pela empresa no Brasil até 2022.

A marca também confirmou que começou o ano com 400 novos funcionários na unidade, cujas contratações foram anunciadas ainda em 2018. Mas, não divulgou de quanto será o aumento na produção.

No evento, o presidente da Mercedes, o alemão Philipp Schiemer, disse que a economia do Brasil precisa crescer mais do que os 1% registrados em 2018 e que isso depende da aprovação de reformas.

"Hoje o crescimento está muito baixo, 1% ao ano é muito pouco", afirma Schiemer. "O Brasil, para ter realmente mais investimentos, precisa crescer a 3%, 4%. Isso só será possível com a reforma da Previdência e outras reformas, como a tributária."

Além de São Bernardo, a Mercedes também tem uma unidade em Juiz de Fora (MG) e a fábrica de carros em Iracemápolis (SP).

Mercado em alta

Apesar da saída da Ford (que anunciou o fechamento de sua fábrica também em São Bernardo, marcando a retirada da montadora do segmento de caminhões na América do Sul, que diz ver nisso uma forma de retomar "lucratividade sustentável" nas suas operações na América do Sul, o mercado de caminhões voltou a crescer no Brasil após a crise.

Em 2018, as vendas subiram 46,8% sobre 2017 e a produção foi 27% mais alta, puxada pelos modelos maiores.

Nas exportações, no entanto, o setor de caminhões seguiu o ritmo da indústria automotiva e teve queda de 12,7% em 2018.

Schiemer afirma que a crise argentina pesou. "Logicamente, o volume da Argentina é bem inferior ao do Brasil", pondera. "É um mercado importante para nós, mas a gente acha que, a partir do segundo semestre, vamos ter uma pequena recuperação."