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12 de setembro de 2018
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Empresas

Marca do grupo Caterpillar espera retomada de máquinas de construção no Brasil

Produzidas nas fábricas da Caterpillar na China, as máquinas da SEM prometem custo mais baixo de aquisição e de manutenção, porém, com a chancela do grupo norte-americano
Fonte: DCI

O grupo Caterpillar trabalha para elevar as vendas da sua marca de máquinas de construção SEM, que oferece preços e custo de manutenção mais baixos.

A expectativa do selo para este ano é no mínimo acompanhar o crescimento do mercado brasileiro, estimado em 10% a 15%.

A Caterpillar é fabricante mundial de máquinas de construção e a marca SEM, que completa 60 anos de existência em 2018, visa complementar o portfólio do grupo.

“Oferecemos produtos com um bom custo-benefício, o que é essencial especialmente em um momento pós-crise, em que o cliente ficou muito mais criterioso”, afirma Cristiano Trevizam, gerente comercial e principal executivo da SEM na América Latina,

Ele conta que a marca estreou no Brasil em 2009, quando o mercado de construção local estava a pleno vapor, com diversas marcas entrando no país.

“Mas com o passar do tempo, muitas empresas foram embora”, relata. “E como a SEM é uma marca da Caterpillar, o mercado entendeu que temos um projeto de longo prazo no país”, complementa.

O Brasil ficou conhecido como um grande canteiro de obras a partir de meados de 2011, com o boom da construção civil e a proximidade de eventos importantes como a Copa do Mundo e a Olimpíada do Rio de Janeiro.

Neste cenário, o mercado de máquinas de movimentação de terra – chamado Linha Amarela – chegou a vender quase 30 mil unidades. No entanto, as vendas começaram a cair rapidamente diante da retração econômica e atingiram aproximadamente 7,7 mil unidades em 2017.

“É difícil prever quando teremos um mercado desse tamanho novamente”, avalia Trevizam. Para este ano, a Sobratema –Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração, projeta um crescimento das vendas de 8%, para cerca de 8,39 mil unidades.

Segundo Eurimilson Daniel, vice-presidente da Associação, a frota brasileira está muito envelhecida. “A partir de agora, pelos próximos três anos, o mercado brasileiro passará por um novo ciclo”, comenta.

O executivo da SEM também se mostra otimista com as perspectivas de recuperação da economia brasileira, que segundo ele deve ocorrer, em princípio, pelo retorno do consumo das famílias.

“O cenário para investimentos em infraestrutura ainda está um pouco nebuloso, mas o consumo já está voltando. Muitos dos nossos clientes dependem do varejo, como por exemplo, armazéns de materiais de construção”, pontua Trevizam.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral