FECHAR
FECHAR
21 de fevereiro de 2018
Voltar

Tendências

Investimento em transporte e logística apresentará crescimento em 2018

Para outros setores o investimento em infraestrutura será mais forte deve ficar para 2019
Fonte: Valor Econômico

Os investimentos em infraestrutura no país como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) terão queda neste ano na comparação com 2017.

Cálculos da consultoria Pezco mostram que o ciclo de retomada dos aportes públicos e privados em energia elétrica, transportes e logística, telecomunicações e saneamento básico começará com mais vigor apenas a partir do ano que vem e só alcançará os níveis pré-crise de 2008 em 2030.

De acordo com projeções da Pezco, o fluxo de investimento em 2018 nas quatro principais atividades da infraestrutura (excluído o setor de óleo e gás) deverá ser de 1,65% do PIB, um pouco abaixo da marca de 1,69% observada no ano passado.

Na comparação com 2017, as projeções da Pezco mostram que o único setor que apresentará crescimento este ano é o de transportes e logística, com o fluxo de investimentos passando de 0,46% do PIB para 0,47%.

Já o percentual esperado para o ano que vem é de 1,85% do PIB. Em 2030, aponta o levantamento da consultoria, os aportes vão chegar a 2,03% do PIB, pouco acima dos 2% registrados em 2008, mas abaixo de picos registrados em 2001 (3,76%) e 2011 (2,27%).

“Os concessionários dos aeroportos, rodovias e linhas de transmissão leiloados em 2017 estão assumindo a operação só este ano. Já estão começando a investir, mas isso demora para entrar nos cálculos. Ainda dependem de licenças, aprovações, o grosso dos aportes entra mais em 2019", avalia Frederico Turolla, sócio da Pezco.

Na passagem de 2018 para 2019, todos os grandes segmentos terão alta nos aportes, exceto saneamento básico, que ficará estacionado em 0,20% do PIB.

Das quatro grandes áreas da infraestrutura, transportes e logística também apresentará a maior e mais consistente expansão de médio prazo, saindo de 0,47% do PIB em 2018 para 0,80% em 2030.

Segundo Turolla, além da demanda muito reprimida, o segmento de transportes e logística tem um número maior de projetos na comparação com as outras atividades de infraestrutura, por isso, atrai mais investidores.

"São muitas possibilidades de investimento em projetos rodoviários novos e já existentes, com obras de duplicação e retificação de pistas, construção de viadutos e túneis. Em algum momento o segmento ferroviário vai destravar. Há perspectivas de novos leilões de aeroportos regionais e nacionais, que geralmente têm capex mais baixos, hidrovias, mobilidade urbana", avalia o economista da Pezco.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral