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09 de janeiro de 2019
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Agronegócio

Infraestrutura segue como principal demanda na agenda do agronegócio

Entidades esperam que novo Ministério da Agricultura promova avanços na competitividade do setor
Fonte: DCI

Entidades do agronegócio esperam avanços na infraestrutura e redução de burocracias na gestão da nova ministra da Agricultura (Mapa), Tereza Cristina.

Paralelamente, o setor observa com cautela o embate entre EUA e China e a possível mudança da embaixada do Brasil em Israel.

“Competimos no mercado internacional e convivemos com margens estreitas. Não existe repasse de preço. Por isso a logística é extremamente importante, é a única área que podemos reduzir custos”, conta Sérgio Mendes, diretor-geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

Ele destaca como principais necessidades a conclusão das obras da BR-163, rodovia que liga as áreas de cultivos de grãos do Centro-Oeste com os portos no Norte do País, a construção da linha férrea conhecida como Ferrogrão e a ampliação de rotas hidroviárias.

Mendes entende que a ampliação de modais de transporte poderia reduzir a desvantagem competitiva em relação aos EUA e à China.

Problemas

A ausência de asfalto em alguns trechos da BR-163 já provocou prejuízos milionários para produtores de soja e milho.

Em fevereiro de 2017, chuvas causaram atolamento e filas de milhares de caminhões que se dirigiam aos terminais portuários de Mirituba e Santarém, no Pará.

“Precisamos terminar essas obras, só 90 quilômetros são asfaltados. É danoso transmitir essa imagem de caminhões encalhados para o exterior.”

Mendes também considera preocupante o tabelamento do frete e seus efeitos sobre o escoamento do milho.

“O estrago para o setor é muito grande, acho que o tabelamento não tem como persistir ou a competitividade ficará comprometida”, acrescenta.

Em 2018, as exportações de milho tiveram redução de 18% em relação ao ano anterior. “Estamos prevendo retornar ao patamar de 2017, mas desconsiderando o frete”, conta.

Abertura de mercados

Em dezembro de 2018, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) deu início ao Projeto 500K, que tem como meta alcançar a média mensal de 500 mil toneladas nas exportações somadas de carne de frango e suína até o final de 2020.

“Projetamos uma inserção maior, especialmente na Europa e Ásia. Hoje, exportamos pouco menos de 400 mil toneladas, o que já é bastante”, complementa Francisco Turra, presidente da ABPA).

Ele vê com otimismo o andamento das negociações para o acordo entre Mercosul e União Europeia.