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26 de março de 2018
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Agronegócio

Infraestrutura, agronegócio e energia manterão captações

Na avaliação de especialistas na área de mercado de capitais, a retomada da economia brasileira e queda da Selic devem incentivar a realização de novas ofertas de debêntures comuns, debêntures de infraestrutura e de certificados de recebíveis do agronegóc
Fonte: DCI

Impacto da decisão do FED. Aumento do juro pelo banco central dos Estados Unidos deve tornar o custo da emissão de bônus corporativos no exterior mais elevado, mas sem inibir exportadoras.

Os setores de uso intenso de capital – como energia, infraestrutura e do agronegócio exportador – vão manter e provavelmente até aumentar as captações de recursos no mercado de dívida em 2018.

Na avaliação de especialistas na área de mercado de capitais, a retomada da economia brasileira e queda da taxa básica de juros (Selic) devem incentivar a realização de novas ofertas de debêntures comuns, debêntures de infraestrutura e de certificados de recebíveis do agronegócio e imobiliários (CRAs, CRIs).

“As operações previstas para os próximos dois ou três meses vão encontrar o ponto de equilíbrio entre a motivação das empresas de captar com juros mais baixos, e a demanda dos investidores e gestores por projetos mais rentáveis”, afirma Thiago Giantomassi, sócio da área de mercado de capitais do escritório Demarest Advogados.

Na visão dele, atualmente há um “descompasso nas taxas propostas por emissores e aceitas por investidores.

“Depois de um primeiro trimestre fraco, o segundo trimestre e até julho será mais forte para emissões locais”, aponta.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu a taxa Selic, de 6,75% para 6,50% ao ano.

Com isso, os emissores vão pagar menos juros em dívidas atreladas a taxa de mercado (DI).

Na média, as debêntures estão remunerando a 103,8% do DI, o equivalente a 6,63% ao ano (atualmente).

Na mínima, a companhia que emitiu a 100,3% do DI irá pagar 6,41% ao ano, e na máxima encontrada no mercado, de 119% do DI, o custo será de 7,6% ao ano.

Na expectativa do sócio da área de mercado de capitais da TozziniFreire Advogados, Kenneth Ferreira, os juros mais baixos podem levar os investidores a procurarem por operações incentivadas, ou seja, sem a incidência do imposto de renda.

“A retomada da economia leva dinamismo para o setor imobiliário, infraestrutura, energia elétrica e energia renovável como eólica (debêntures de infraestrutura), agronegócio, etanol, papel e celulose. As empresas vão buscar esses produtos mais estruturados com títulos incentivados para atrair os investidores”, argumenta Ferreira.

Na ponta contrária, devido à redução de projetos públicos, Ferreira identifica uma menor movimentação de concessionárias de rodovias e de companhias de saneamento básico.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral