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22 de agosto de 2018
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Construção

Governo recebe representantes da indústria da construção para discutir sobre o setor

Durante a reunião com o presidente Michel Temer, foi discutida uma agenda capaz de proporcionar resultados em curto prazo de investimentos no setor da construção, que tem vocação na geração de emprego e renda no país
Fonte: Fiesp

A convite do governo brasileiro, representantes da Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, de entidades da cadeia produtiva da construção e da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) se reuniram no início de agosto no Palácio do Planalto para apresentar demandas da cadeia produtiva da construção.

Durante a reunião com o presidente Michel Temer, acompanhado dos ministros das Cidades, Planejamento, Casa Civil, Fazenda, Governo, do presidente da Caixa Econômica Federal e também do presidente do BNDES, foi discutida uma agenda capaz de proporcionar resultados em curto prazo de investimentos no setor da construção, que tem vocação na geração de emprego e renda no país.

Durante o encontro, foi apresentado o estudo de impacto que o investimento em construção possui na geração de emprego e renda.

“Se atendida a necessidade de investimentos em obras de desenvolvimento urbano e infraestrutura econômica no país, seriam gerados de imediato cerca de 2 milhões de novos empregos”, afirma Carlos Auricchio, vice-presidente e diretor titular do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp, que destacou também que medidas estruturantes não podem deixar de ser consideradas, de modo a evitar prejuízos nos ciclos de empreendimentos no próximo período.

Para José Carlos Martins, presidente da CBIC, o governo federal mostrou um sinal de compreensão da importância de estimular a indústria.

“Temos dito que a construção é a bola da vez, um setor com grande capacidade de reação na geração de empregos, renda e riquezas para o país”, afirma Martins, destacando a importância de os diversos setores da indústria atuarem conjuntamente em torno de uma agenda de desenvolvimento para o Brasil.

Entre as propostas apresentadas está a manutenção do Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV), dando continuidade às contratações previstas para 2018.

Para isso é necessário um aporte de R$ 5,4 bilhões do FGTS, que deve passar por análise prévia e aprovação do Conselho Curador do FGTS, para suplementar a verba atual disponível.

Até julho deste ano, cerca de 230.000 unidades foram contratadas, mas sem o novo aporte os recursos serão suficientes para garantir contratações apenas até novembro.

Quanto ao pleito do setor para garantir as contratações previstas para 2018 no faixa 1 e garantir recursos para continuidade do programa para 2019, Alexandre Baldy, ministro das Cidades, comenta que está estudando maneiras de realizar novas seleções. A limitação orçamentária tem sido o principal gargalo.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral