FECHAR
FECHAR
11 de junho de 2019
Voltar

SUSTENTABILIDADE

FPT Industrial testa biodiesel de macaúba em motor de trator agrícola

Projeto realizado pelo Technical Center de Betim (MG) obteve desempenho e consumo compatíveis com o diesel comercial, além de tendência de reduções nas emissões
Fonte: Assessoria de imprensa

Palmeira nativa de até 15 metros de altura, presente no cerrado brasileiro, em savanas e florestas abertas da América tropical, Caribe e sul da Flórida (EUA), a macaúba é uma planta de múltiplo uso já conhecida no campo, artesanato, construção de casas, indústrias farmacêuticas e de cosméticos. Recentemente, vem sendo utilizada para produção experimental de biodiesel.

A FPT Industrial, marca da CNH Industrial investiu em um plano de produção e testes dedicados ao biodiesel de macaúba, apostando nessa nova fonte de combustível sustentável.

Inicialmente, a pesquisa realizada no Technical Center em Betim (MG) considerou a aplicação do combustível em tratores agrícolas. Para o futuro também estão previstos testes em caminhões e ônibus, além de geradores de energia.

Segundo Gustavo Teixeira, engenheiro da FPT Industrial América do Sul e coordenador do projeto, como matéria prima, foi utilizado o óleo de macaúba extraído pela Cooper Riachão, uma cooperativa de produtores rurais da região de Montes Claros (MG).

Na sequência, o biodiesel foi produzido em uma usina experimental por meio da transesterificação – reação química para a obtenção do biodiesel – e caracterizado em laboratório, atendendo aos padrões estabelecidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O projeto foi realizado em parceria com a PUC Minas, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Bchem Biocombustíveis, utilizando o motor FPT N67 MAR-I/Tier 3 presente nos tratores agrícolas da Case IH e New Holland Agriculture, marcas que também pertencem à CNH Industrial.

Durante os testes, foram utilizadas misturas de 10% e 20% de biodiesel de macaúba em diesel fóssil – misturas conhecidas como B10 e B20, respectivamente.

Os resultados demonstraram desempenho e consumo equiparáveis com o diesel comercial brasileiro, com tendência de reduções nas emissões de monóxido de carbono (CO) e de material particulado (MP).