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22 de setembro de 2020
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Programa quantifica desempenho social de mineradoras

A chamada ‘licença social de operação’ agora pode ser mensurada a partir de métricas cientificamente comprovadas, por meio de escuta qualificada
Fonte: Assessoria de Imprensa

Mensurar o nível de aceitação e de confiança de uma mineradora pelas comunidades, algo considerado até então um indicador de natureza qualitativa, é o mais recente estágio na evolução do processo conhecido no setor como ‘licença social’, porque reduz a influência da subjetividade na análise do tema.

Esta licença é um significativo componente para a competitividade e representa um desafio para a gestão das empresas, que precisam se dedicar a acompanhar, controlar e mitigar riscos no relacionamento com o público de interesse, em especial, as comunidades situadas nas regiões do entorno das minas e demais operações.

O Programa Local Voices tem cases de sucesso na Austrália e em quatro países da América Latina, inclusive no Brasil, onde já é utilizado por duas mineradoras: Yamana Gold e Mineração Maracá da Lundin Mining.

O Programa busca dar voz às comunidades e fornece dados para a empresa em tempo real, de forma contínua e qualificada, por meio de pesquisas diretas com a população e outros canais de acesso.

Seu grande diferencial, afirma os organizadores, é a metodologia exclusiva empregada: a criação de indexador de classe mundial, cientificamente comprovado, pelo qual é poss&i...


Mensurar o nível de aceitação e de confiança de uma mineradora pelas comunidades, algo considerado até então um indicador de natureza qualitativa, é o mais recente estágio na evolução do processo conhecido no setor como ‘licença social’, porque reduz a influência da subjetividade na análise do tema.

Esta licença é um significativo componente para a competitividade e representa um desafio para a gestão das empresas, que precisam se dedicar a acompanhar, controlar e mitigar riscos no relacionamento com o público de interesse, em especial, as comunidades situadas nas regiões do entorno das minas e demais operações.

O Programa Local Voices tem cases de sucesso na Austrália e em quatro países da América Latina, inclusive no Brasil, onde já é utilizado por duas mineradoras: Yamana Gold e Mineração Maracá da Lundin Mining.

O Programa busca dar voz às comunidades e fornece dados para a empresa em tempo real, de forma contínua e qualificada, por meio de pesquisas diretas com a população e outros canais de acesso.

Seu grande diferencial, afirma os organizadores, é a metodologia exclusiva empregada: a criação de indexador de classe mundial, cientificamente comprovado, pelo qual é possível mensurar a percepção sobre os benefícios gerados pela empresa, como empregos e investimentos sociais, além dos impactos no cotidiano da comunidade, possibilitando medir a confiança e a aceitação em relação a empresa.

A ferramenta inédita está sendo utilizada também para mensurar os resultados das ações das mineradoras relativas à pandemia do novo Coronavírus.

Na Austrália, a atuação da VoconiQ já avançou para outros setores produtivos, incluindo o programa nacional sobre confiança e aceitação das indústrias do setor agrícola.

Fundada por uma equipe de cientistas sociais dedicados no órgão de pesquisa internacional CSIRO (Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation) e liderada pelo CEO Kieren Moffat, a VoconiQ foi construída ao longo de 10 anos de marcos de pesquisa, prática da indústria e comercialização visando fornecer uma solução inovadora para melhorar o desempenho social das empresas.

Após adaptar a solução à realidade brasileira e desenvolver os cases nas duas mineradoras, a australiana VoconiQ Engagement Science Insights está expandindo sua aplicação no setor mineral, tanto no Brasil quanto nos demais países mineradores da América do Sul.

Instrumento para aprimorar gestão de riscos sociais
Ao quantificar um indicador que sempre foi qualitativo, as empresas conseguem calcular melhor seus riscos, aprimorar seus pontos de contato com a população, traçar planos de ação mais efetivos e tomar decisões aderentes às expectativas dos stakeholders.

O trabalho de uma companhia de mineração influencia diretamente na rotina dos habitantes e na estrutura de um município ou toda uma região que a abriga.

A percepção das atividades da mineradora pode ser influenciada por inúmeros fatores, como o comportamento dos colaboradores na cidade, a influência da empresa nas decisões municipais, os investimentos sociais, os empregos gerados, o apoio às empresas locais, as barragens de rejeitos e o nível de ruídos, entre outros impactos e benefícios.

Moffat, CEO da VoconiQ, afirma que “expectativas desalinhadas com a população local podem custar caro às empresas”.

Ele acrescenta que mineradoras com canais sólidos de comunicação junto à população, dedicadas a identificar com precisão objetiva (e não apenas subjetiva) e a também a atender às expectativas desse público são mais bem aceitas, conseguem otimizar seus investimentos e estabelecem a confiança entre os atributos da marca.

Para Moffat, os dados aumentam a capacidade das empresas relatarem os resultados sociais obtidos para o mercado e para os investidores, da mesma forma que já o fazem para a gestão de outros importantes riscos comerciais.

Segundo a coordenadora da América Latina da VoconiQ, Ana Lúcia Frezzatti Santiago, protocolos éticos internacionais e científicos são rigorosamente cumpridos em todas as etapas do Programa Local Voices.

As pesquisas são orientadas pela empresa e executadas em campo por equipes capacitadas em coleta de dados na área social, de modo a adequar à metodologia à cultura e ao contexto local.

Para Ana Lúcia, conhecer como as comunidades percebem os impactos e benefícios das operações minerais pode auxiliar a empresa a aprimorar não somente o seu desempenho social, mas também as suas práticas ambientais, rotas logísticas, fornecedores locais, oferta de empregos, negociações e comunicação com os seus stakeholders.

O CEO Moffat lembra que mineradoras relatam que o uso do Local Voices contribui para melhorar os resultados de gestão de riscos de ESG, que são as melhores práticas ambientais, sociais e de governança, ao traduzir o desempenho social da empresa por meio de uma métrica quantitativa.
Os resultados da ferramenta, ainda segundo as mineradoras, como a Yamana Gold, comprovam um alcance de público maior do que metodologias tradicionais de contato com a população e, também, um feedback mais especializado e detalhado, capaz de influenciar nas estratégias de comunicação com os moradores locais.

Em seu relatório de sustentabilidade 2019, a Yamana Gold, afirma que “o engajamento efetivo da comunidade significa transparência e diálogo responsivo – ouvindo e agindo com base no feedback da comunidade, e na medida do possível, envolvendo as partes interessadas nos processos de tomada de decisão”.

Guilherme Araújo, Diretor de Saúde, Segurança e Desenvolvimento Sustentável da Mina da Chapada, Mineração Maracá da Lundin Mining, destaca o uso da ferramenta para “ajudar a prevenir e mitigar efeitos potencialmente indesejáveis de nossas operações e projetos, ao mesmo tempo em que maximiza oportunidades de geração de benefícios positivos, mantendo nossos valores de Segurança, Respeito, Integridade e Excelência”.