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06 de agosto de 2019
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ARTIGOS

Agro usa tecnologia para driblar desafios logísticos e econômicos

O Brasil ocupa a terceira posição de maior produtor mundial. Porém, quando falamos sobre a infraestrutura logística no Brasil como um todo, na lista de transportes modais, o país fica em defasagem, pois conta com o modal rodoviário como principal
Fonte: Assessoria de Imprensa

Por Cintia Leitão de Souza*

Começaria a valer no último dia 20 de julho as novas regras para o cálculo do frete mínimo de transporte de cargas publicadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Nessa nova edição da MP, a metodologia para o cálculo do frete mínimo deveria considerar 11 tipos de categorias de cargas.

Deveriam ser considerados também o tipo de carga, os custos de deslocamento, os custos de carga e descarga, além de o número de eixos carregados. Haveria a aplicabilidade de multas para o descumprimento do pagamento dos pisos mínimos instituídos.

Não obstante, ainda seria levada em consideração a distância percorrida pelo caminhoneiro. Digo seria porque, no dia 21, segunda-feira, dois dias depois da data prevista para as novas regras de cálculo entrarem em vigor, o governo voltou atrás e resolveu suspender as mudanças.

Essa atitude, de lançar uma nova tabela com novas regras em um dia e 48 horas mais tarde anunciar o seu fim, é provavelmente o maior problema que o Brasil enfrenta para o seu crescimento. Não existe maior trava para o desenvolvimento do que a instabilidade e incerteza nas regras da economia.

Estabilidade: um bem necessário
Vamos pensar na Austrália, por exemplo.O PIB australiano tem uma variação de 0.9% ao ano desde 1991. Você não irá encontrar a Austrália em nenhuma lista dos países que mais crescem no mundo, na verdade o seu PIB se mantém estável em 2,5% ano em média por mais de três décadas, mas é um dos países mais previsíveis do mundo para o empresário.

Ele sabe exatamente quando e onde investir pois tem a confiança na estabilidade do país e certeza do seu crescimento, mesmo que modesto. Com isso podem fazer algo que para nós aqui do Brasil parece uma missão impossível: planejar o futuro.

Para nós do agronegócio, sem planejamento, não existe safra. A comida que vai para a sua mesa hoje foi planejada com anos de antecedência.

Um fazendeiro ou uma empresa do agro só pode investir em ações para melhorar a safra do próximo ano com uma avaliação que considere planejamento e estratégia, algo que envolve logística.