31 de janeiro de 2018

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A importância das concessões privadas para a infraestrutura rodoviária

Segundo especialistas, os sucessos do programa de concessões estão a segurança do usuário, o atendimento à alta demanda do transporte de mercadorias e a agilidade do setor privado
Fonte: Assessoria de Imprensa

Durante o 2º Seminário Folha Mobilidade Urbana, promovido pelo jornal Folha de S.Paulo que aconteceu na semana passada, na capital paulista, foi realizado o painel "Os desafios das estradas", em que os participantes debateram sobre os avanços alcançados durante os 20 anos do programa de concessões de rodovias, assim como os desafios a serem enfrentados visando à melhoria do sistema viário

Para falar sobre o tema, foram convidados Laurence Casagrande Lourenço, secretário de Logística e Transportes do Estado de São Paulo; Giovanni Pengue Filho, diretor-geral da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp); e César Borges, presidente da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR).

Dentre os pontos mencionados como sucessos do programa estão a segurança do usuário, o atendimento à alta demanda do transporte de mercadorias e a agilidade do setor privado em atender às demandas da sociedade no quesito transporte.

César Borges destacou que São Paulo representa hoje um diferencial no contexto nacional com relação à malha viária.

"Com oito mil quilômetros concedidos e quatro mil duplicados, São Paulo hoje possui status semelhante ao estado da Califórnia, nos Estados Unidos, enquanto o Brasil ainda está muito aquém da China, em termos comparativos", comenta, reforçando ainda a importância deste avanço para o desenvolvimento econômico da região. "Ou seja, 65% das riquezas nacionais é transportado pelas rodovias".

Borges, presidente da ABCR defende a parceria entre os setores público e privado como um dos fatores para a melhoria da qualidade das rodovias brasileiras.

"O modelo de concessão de rodovias em São Paulo é um exemplo de sucesso da parceria entre o setor público e o privado, provando que este é o caminho a ser seguido para o desenvolvimento da infraestrutura em todo o Brasil".

Tal visão é compartilhada por Giovanni Pengue, que defende que o desenvolvimento de São Paulo também é resultado do avanço no transporte rodoviário, tendo o setor privado como parceiro.

O diretor-geral da Artesp destaca ainda a questão da maior segurança para o usuário. "Reduzimos em 62% o índice de mortes em rodovias paulistas desde o início do programa de concessões, em 1988".

Outro fator mencionado por Pengue como ponto importante para o avanço da economia local é o repasse de ISS aos municípios lindeiros – aqueles que são cortados pelas rodovias pedagiadas:

"Foram repassados mais de R$ 4,5 bilhões a esses municípios pelas concessionárias, o que ajuda a melhorar as condições de vida de seus habitantes", comenta, trazendo ainda números que ajudam a mensurar a extensão da malha viária pedagiada no Estado.

"Atualmente 35% das rodovias de São Paulo são concedidas, prestando atendimento a 24 milhões de usuários".

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