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29 de dezembro de 2014
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Manutenção

Vida útil plena e produtiva

Embora sejam equipamentos simples, alimentadores são aplicados em operações intensivas e sob condições severas, o que exige inspeções frequentes e cuidados com a operação

Destinados à alimentação e dosagem do fluxo em diversos estágios de plantas de britagem, os alimentadores são equipamentos que exigem vistorias regulares e cuidados operacionais básicos, porém essenciais. Isso porque esses equipamentos recebem impacto direto de pedras brutas e pesadas, além de geralmente trabalharem em regime ininterrupto. Por isso, os procedimentos de manutenção e operação são muito importantes para evitar paradas do alimentador. Tomando-se alguns cuidados básicos, é possível estender sua vida útil ao limite, que idealmente pode alcançar até 15 anos, em média.

No mercado nacional, existem atualmente três tipos básicos de alimentadores para mineração e britagem em geral: alimentadores de sapatas, alimentadores vibratórios e alimentadores de correia. Existem ainda outros tipos menos comuns e para aplicações específicas, que não serão mencionados neste texto.

SAPATAS

Mais robustos, os alimentadores de sapatas são basicamente constituídos por uma esteira metálica, feita de placas fundidas ou laminadas, parafusadas em duas correntes de esteira de trator. A esteira também é suportada por roletes de trator e um chassi estrutural, com ou sem trilhos de impacto, o que varia em cada tipo de aplicação.

Esses equipamentos são indicados principalmente para aplicações mais severas, onde haja impacto constante de material recebido de caminhões fora de estrada ou pás carregadeiras de grande porte. Grosso modo, essas máquinas são utilizadas em operações nas quais há exigência de alta disponibilidade, uma característica elementar na mineração, por exemplo, em que se trabalha em regime ininterrupto. Da mesma forma, nesse tipo de operação os materiais podem apresentar manuseio difícil, irregular ou abrasivo, o que também é bastante comum nessa atividade. Em pleno funcionamento, os alimentadores de sapatas podem atingir capacidades de 100 t/h a 10 mil t/h.

Para suportar as condições severas de trabalho, não é surpresa que esses equipamentos sejam robustos e duráveis, não somente para aguentar impactos e altíssimo peso, mas também para mitigar as paradas de manutenção. Quando avariados, aliás, esses alimentadores podem desacelerar (ou interromper) a operação de uma grande mina e, consequentemente, trazer enormes prejuízos. Por outro lado, como utilizam


Destinados à alimentação e dosagem do fluxo em diversos estágios de plantas de britagem, os alimentadores são equipamentos que exigem vistorias regulares e cuidados operacionais básicos, porém essenciais. Isso porque esses equipamentos recebem impacto direto de pedras brutas e pesadas, além de geralmente trabalharem em regime ininterrupto. Por isso, os procedimentos de manutenção e operação são muito importantes para evitar paradas do alimentador. Tomando-se alguns cuidados básicos, é possível estender sua vida útil ao limite, que idealmente pode alcançar até 15 anos, em média.

No mercado nacional, existem atualmente três tipos básicos de alimentadores para mineração e britagem em geral: alimentadores de sapatas, alimentadores vibratórios e alimentadores de correia. Existem ainda outros tipos menos comuns e para aplicações específicas, que não serão mencionados neste texto.

SAPATAS

Mais robustos, os alimentadores de sapatas são basicamente constituídos por uma esteira metálica, feita de placas fundidas ou laminadas, parafusadas em duas correntes de esteira de trator. A esteira também é suportada por roletes de trator e um chassi estrutural, com ou sem trilhos de impacto, o que varia em cada tipo de aplicação.

Esses equipamentos são indicados principalmente para aplicações mais severas, onde haja impacto constante de material recebido de caminhões fora de estrada ou pás carregadeiras de grande porte. Grosso modo, essas máquinas são utilizadas em operações nas quais há exigência de alta disponibilidade, uma característica elementar na mineração, por exemplo, em que se trabalha em regime ininterrupto. Da mesma forma, nesse tipo de operação os materiais podem apresentar manuseio difícil, irregular ou abrasivo, o que também é bastante comum nessa atividade. Em pleno funcionamento, os alimentadores de sapatas podem atingir capacidades de 100 t/h a 10 mil t/h.

Para suportar as condições severas de trabalho, não é surpresa que esses equipamentos sejam robustos e duráveis, não somente para aguentar impactos e altíssimo peso, mas também para mitigar as paradas de manutenção. Quando avariados, aliás, esses alimentadores podem desacelerar (ou interromper) a operação de uma grande mina e, consequentemente, trazer enormes prejuízos. Por outro lado, como utilizam componentes de tratores selados e lubrificados “para toda a vida”, possuem poucos pontos de lubrificação e apresentam alta confiabilidade.

Desse modo, as intervenções básicas para vistoria são bem poucas. Após a instalação no local de operação, as primeiras 100 horas são vitais para se detectar problemas de montagem. Nesse sentido, verificar o reaperto dos parafusos é algo primordial, inclusive de forma periódica e sistemática. Quanto à lubrificação, a verificação dos mancais do eixo motriz evita desgastes excessivos nas partes móveis, o que pode ser realizado de forma manual, relubrificando a área, ou de forma automática, reabastecendo a unidade de lubrificação. Outro ponto que vale atenção para uma checagem periódica e eventual troca são os revestimentos da guia de material, principalmente da fileira inferior, que recebem mais carga, bem como de outras peças de desgaste. Por fim, é indicada uma regulagem da tensão da corrente a cada intervalo de 90 dias, para evitar folgas.

Caso o técnico identifique a necessidade de reparo nas peças de desgaste, tais como as próprias sapatas, é possível utilizar sucata de aços especiais como matéria-prima para fundição de uma nova. Alguns aços, como o AR400, asseguram maior resistência e durabilidade à peça substituta.

VIBRATÓRIOS E CORREIA

Os alimentadores vibratórios são mais comumente encontrados em operações menos severas de britagem primária na construção civil e mineração, representando em torno de 95% da frota total. São constituídos por uma mesa apoiada sobre molas, que recebe um movimento vibratório por meio de mecanismos excitadores. Esses equipamentos oferecem uma diversidade de aplicações, podendo alimentar tanto britadores primários, quanto secundários e terciários. Nos modelos primários, o material pode ser recebido de tremonhas (ou moegas), alimentadas por caminhões e/ou pás carregadeiras.

No caso de britagem secundária e terciária, geralmente são alimentados por pilhas pulmão ou silos. Diferentemente dos modelos de sapata, os alimentadores vibratórios não possuem capacidade elevada, produzindo geralmente de 24 a 1,2 mil t/h.

Normalmente, há duas ações que podem danificar os sistemas vibratórios. A primeira é a própria vibração do conjunto, exigindo cuidados adicionais com o tensionamento e com os componentes. A segunda é o impacto que ocorre no descarregamento do material abrasivo e pesado. Com isso, a mandíbula do britador também não é gasta uniformemente, exigindo manutenção ou reparos.

Para esses equipamentos, as intervenções de vistoria são mais comuns, principalmente para reapertos periódicos de parafusos, que tendem a folgar após desgaste das chapas de aço do revestimento. A verificação da lubrificação dos mancais e do desgaste em todo o equipamento também são pontos necessários de vistoria. Na manutenção preventiva, são feitas inspeções visuais para detecção de trincas nos eixos cardan, nos revestimentos da mesa vibratória, nos trilhos ou placas (dependendo da versão do alimentador) e em toda a estrutura. Vale lembrar que, para localizar as eventuais trincas, causadoras inclusive de corrosão, é preciso limpar e retirar o pó residual acumulado no equipamento.

O técnico responsável também deve verificar a tensão nas correias de acionamento – nos casos em que o equipamento não é acionado diretamente pelo motor –, corrigindo-a se for necessário. Outro ponto vital de check-list é a inspeção dos rolamentos dos excitadores e de todo o mecanismo, fazendo as trocas necessárias ao se detectar desgaste excessivo.

Por fim, os alimentadores de correia são empregados principalmente na retomada de materiais finos e úmidos, em aplicações secundárias e terciárias nas quais o uso dos alimentadores vibratórios não é recomendado devido à dificuldade de manuseio.

Outra razão para essa escolha é a simplicidade da estrutura, feita para operações em que não há impacto excessivo ou presença de características abrasivas no material recebido, como os formatos lamelares e cortantes encontrados em operações severas de mineração. Disponíveis em diferentes larguras e comprimentos, esses equipamentos possuem estrutura simples, compreendendo basicamente um transportador de correia com força suficiente para retomar o material estocado.

CUIDADOS

Seja qual for o tipo de alimentadores de britagem, os problemas operacionais mais recorrentes incluem o trabalho sem uma camada constante de material. Ou seja, se os alimentadores estiverem limpos (ou sem “fundo morto”), as pedras caem diretamente sobre as sapatas ou mesa vibratória, danificando-as. Um ponto importante de prevenção neste caso é o uso de amortecimentos, que podem ser feitos com correntes pesadas ou pedaços de pneus, para diminuir a força de impacto.

Por outro lado, operar com níveis acima da capacidade nominal do alimentador, bem como acima da velocidade ou vibração indicadas, também pode resultar em avarias prematuras. Essa falta de atenção operacional também se manifesta na alimentação com material acima do tamanho especificado, causando entupimento ou até mesmo rompimento dos componentes. Além disso, é preciso ter cuidado com o desgaste dos revestimentos, principalmente na fileira inferior da guia de material, causadores habituais de vazamentos.

No caso dos alimentadores de sapatas, a falta de atenção durante a troca de componentes também pode trazer dores de cabeça. Por isso, é preciso dar atenção ao alinhamento correto dos roletes e ao comprimento uniforme da correia, no caso da troca de apenas algumas seções. Do mesmo modo, é preciso vistoriar bem a qualidade dos elos das seções, identificando unidades avariadas. Outro ponto importante é o aperto dos parafusos, principalmente das sapatas, valendo ressaltar que o uso de maçarico para cortar parafusos não é indicado, pois pode danificar as peças no entorno.

Já nos alimentadores vibratórios, uma atenção especial é requerida quanto ao costume de soldar chapas ou “complementos” no corpo do alimentador, deixando o equipamento rígido e limitando o movimento, o que pode causar impactos e resultar em trincas. Aliás, vale ressaltar que o uso de quaisquer peças que não sejam as do fabricante pode resultar em quebra prematura e perda de garantia.

Por último, na parte hidráulica e elétrica, é recomendado verificar se há vazamentos ou danos nos cabos e conexões. Para que esse procedimento seja feito em segurança, deve-se desligar o equipamento de qualquer fonte de energia e despressurizar os sistemas. Se continuar com pressão baixa, problemas de funcionamento e ruídos anormais ao funcionamento do equipamento, é recomendável acionar um técnico especializado do fabricante ou distribuidor.