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06 de março de 2018
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Especial Sobratema 30 Anos / Ventos da mudança

PROPULSÃO

Nos últimos 20 anos, diversos avanços tecnológicos se tornaram relevantes para a produtividade dos equipamentos, situação que pode ser avaliada em diferentes aspectos. Do ponto de vista ambiental e de desempenho, a evolução dos motores a diesel se notabiliza. Com as opções emissionadas – atualmente Tier III no Brasil, Tier IV nos EUA e Euro IV na Europa –, foi dado um passo importante para a redução dos níveis de emissão de poluentes, que atualmente é muito menor em relação aos motores do passado. “A eficiência dos motores também melhorou muito, principalmente porque se aproveita mais a queima do combustível para ganho de potência”, sublinha Relton Cesar, gerente de serviço da Case CE, explicando que antes os controles de injeção eram feitos de forma mecânica, normalmente com bombas em linha ou rotativas. “Com o desgaste natural dos componentes, a precisão do controle de injeção tornava-se reduzida, o que causava desperdício de combustível”, diz.

Além disso, os motores eletrônicos consomem menos combustível quando comparados aos de injeção mecânica. O fato de ser monitorado por sensores – que captam informações como temperaturas, pressão do ar, posição do acelerador e carga no motor, dentre outras – faz com que o módulo do motor calcule a quantidade exata de combustível que deve ser injetado sem haver perdas. “Atualmente, encontramos também sistemas hidráulicos gerenciados por sensores, que auxiliam na redução do combustível, controlando vazão e pressão no sistema, de acordo com cada movimento da máquina”, conta Cesar.

Os sistemas hidráulicos também eram mais simples e, por tabela, havia menos controles para evitar perda de potência. Mas o avanço foi ainda mais amplo. “Com relação à manutenção, os sistemas de diagnóstico eletrônico das máquinas, a gestão por computadores e o sistema de telemetria trouxeram facilidade e rapidez para solucionar problemas”, acrescenta Cesar. “Hoje, é possível prever paradas baseadas nessas informações, enquanto, no passado, a atuação nas corretivas era muito mais frequente.”

Na prática, isso significa que atualmente é mais fácil seguir o cronograma de uma obra ou prever a produção de uma fábrica. Isso porque as ferramentas relacionadas à manutenção e diagnóstico ajudaram a reduzir as paradas não programadas. No passado, as paradas de máquinas ocorriam de forma inesperada e com maior frequência. “A detecção dos sintomas dependia demasiadamente da sensibilidade do operador e da equipe de manutenção, pois os recursos de diagnóstico ainda eram significativamente menores”, avalia o gerente.