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06 de março de 2018
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Especial Sobratema 30 Anos

Ventos da mudança

Como a evolução tecnológica ocorrida nas últimas décadas mudou para sempre a realidade do setor de máquinas e equipamentos pesados para construção e mineração
Por Santelmo Camilo

Nas últimas décadas, muito antes da irrupção dos equipamentos autônomos, elétricos e conectados, o setor vem vivenciando uma revolução tecnológica tão rápida e expressiva que sequer é possível imaginar como já foi capaz de ter sobrevivido sem ela. Afinal, há apenas 30 anos as máquinas consideradas “boas” pelo mercado ofereciam um motor potente, porém barulhento, soltavam uma fumaça tóxica escura e eram desajeitadas e pesadas além do necessário, sem falar que consumiam combustível em excesso, embora esse fator não fosse tão preponderante na época, pois o preço do diesel ainda não pesava tanto.

Por contraste, atualmente uma máquina ideal precisa oferecer elevada disponibilidade, baixo consumo e tecnologias que aumentem a segurança e a produtividade, além de boa oferta de peças e serviços no campo de operação. Mais que isso, a preocupação ambiental e com a segurança levou à criação de normas que devem ser cumpridas à risca nos trabalhos. Ruídos excessivos e elevada emissão de gases, por exemplo, são hoje sintomas apenas de máquinas velhas ou de baixa tecnologia, fora de qualquer padrão de excelência tecnológica. É hora de repassar esses avanços.

INTELIGÊNCIA

Antes, as cabinas dos equipamentos não contavam com ar condicionado, vidros ou assentos ergonômicos, mas nada melhor que o tempo (e investimentos em P&D, é claro) para trazer melhorias nesse sentido. Aos poucos, as alavancas e conexões mecânicas deram lugar a modernos joysticks, com comandos que o operador realiza sem esforço, apenas com a ponta dos dedos. Agora, o desafio é fazer com que as novas gerações de operadores enxerguem o valor desses dispositivos, utilizando-os em favor da produtividade.

Até porque, na avaliação de Gecimar Morini, consultor de marketing de produto da Caterpillar, a interface com a tecnologia proporciona ganhos de eficiência e reduz o uso de combustível, características que beneficiam a produtividade global numa obra. “Hoje, os equipamentos são concebidos para entregar o menor custo por tonelada, sendo que o investimento inicial é amortizado ao longo da vida útil e dos projetos”, diz.

As máquinas também passaram a incorporar sistemas de economia de combustível, feito obtido por meio de motores menores e mais limpos, com maior potência e opções como o Eco-Mode, por exemplo, um sistema inteligente utilizado para consumo de combustível (atualmente, em torno de 18%) e que pode ser acionado quando o trabalho está mais tranquilo. “Além disso, os eixos das pás carregadeiras ganharam drenos ecológicos para evitar que um eventual derramamento de óleo prejudique o meio ambiente ou cause contaminação da matéria-prima com que o cliente trabalha”, exemplifica Morini. “Os filtros passaram a ter desenhos otimizados para permitir a aplicação em maior diversidade de produtos e obter maior eficiência, evitando trocas em excesso e diminuindo a pegada ecológica. Isso significa que o produto utilizado em uma carregadeira também pode ser eventualmente aplicado em outro modelo de equipamento.”

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral