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18 de abril de 2016
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Tecnologias para Concreto

Uma solução para cada necessidade

Mercado de concreto amadurece com a popularização de diferentes conceitos tecnológicos, incluindo centrais, caminhões betoneira e minibetoneiras autopropelidas
Por Evanildo da Silveira

Todos os anos, o Brasil produz cerca de 55 milhões de toneladas de concreto, que são utilizadas principalmente na construção de pontes, viadutos, barragens, fundações de edifícios e outros grandes empreendimentos da construção. A quase totalidade desse material é fabricada em centrais misturadoras, caminhões betoneira ou minibetoneiras autopropelidas (também conhecidas no Brasil como autoconcreteiras). Cada uma dessas soluções produz concreto para aplicações específicas, com produtividade diretamente atrelada ao local, tamanho ou tipo de obra para o qual o material é destinado.

Em termos simplificados, as centrais misturadoras – que ainda não “pegaram” no país por questões tributárias – fazem a dosagem e a mistura dos materiais que vão compor o concreto, que já sai pronto para o uso. Com isso, o material precisa ser transportado para o local da aplicação por outros meios além dos caminhões betoneira, incluindo opções como basculantes, dumpers e gruas, por exemplo. De forma geral, no Brasil essas usinas são mais utilizadas por empresas de pré-fabricados de concreto, que requerem misturas extremamente precisas. Porém, como oferecem alto rendimento, também são muito demandadas em obras de grande porte como barragens, rodovias e centrais hidrelétricas.

Com as betoneiras e minibetoneiras autopropelidas, o processo é diferente. As primeiras são usualmente transportadas por caminhões – os caminhões betoneira –, produzindo o concreto durante a viagem. Para isso, no entanto, essas máquinas dependem das centrais dosadoras, que fazem a dosagem dos agregados e os despejam dentro do balão dos veículos, onde efetivamente ocorre a mistura.

Esses equipamentos podem ser permanentes ou temporários. Os primeiros são mais comuns nas cidades e buscam atender a diversos empreendimentos de uma região, localizados dentro de sua área de influência. Já os outros são utilizados quando a magnitude e especificidade da obra exigem a instalação de uma central exclusiva, que será desmobilizada ao término do trabalho.

VERSATILIDADE

As minibetoneiras autopropelidas, por sua vez, são máquinas autônomas, que funcionam como uma solução “quatro em um”, reunindo as funções de diferentes equipamentos em um só. A saber: centrais dosadora e misturadora, pá carregadeira e caminhão betoneira. “Trata-se de um sistema para carregamento, dosagem, mistura e transporte”, explica Edison Ferreira Rosa, supervisor comercial da Convicta, empresa que fabrica tanto caminhões betoneira como minibetoneiras autopropelidas.