FECHAR
FECHAR
08 de abril de 2010
Voltar
Gestão da Frota

Um olho nos custos e outro na produtividade

Gerenciamento do ciclo de vida dos equipamentos exige um acompanhamento cuidadoso, desde a aquisição do ativo até o ponto ideal para o seu descarte

O conceito de gerenciamento do ciclo de vida dos equipamentos foi criado no século passado, em busca da maior eficiência e produtividade na gestão dos ativos industriais. Com o tempo, ele migrou do mundo das fábricas, que operam com máquinas estacionárias, para empresas cuja atividade envolve a mobilização de equipamentos móveis – como construtoras, mineradoras, locadoras e outras. Mais recentemente, ele vem sendo adotado até mesmo no setor de tecnologia da informação (TI), que emprega o conceito na gestão de hardwares e softwares.

Em todos esses setores da economia, a empresa procura se equilibrar na melhor relação entre o custo de produção e a produtividade do ativo em questão, desde sua aquisição até o melhor momento para o seu descarte. “Tudo começa com a aquisição da máquina, o que exige um profundo conhecimento dos custos envolvidos na sua operação”, afirma Eurimilson João Daniel, diretor comercial da Escad Rental.

Ele explica que, antes da globalização econômica, o acesso a novas tecnologias de equipamentos era restrito, o que favorecia os investimentos na manutenção da frota existente. “Essa dificuldade impunha um alto custo de aquisição aos novos modelos e isto fazia com que as empresas estendessem o ponto de substituição das máquinas e seu tempo de vida útil.”

A abertura do mercado, associada à estabilização da economia brasileira e à democratização do crédito, mudou esse cenário. Daniel ressalta que, no quadro atual, as construtoras, locadoras e mineradoras dispõem de crédito e de acesso a novas tecnologias de equipamento, independentemente do porte de sua operação, o que acirra a competição no mercado. “Isso implica em processos mais produtivos.”

Nesse cenário, em que o tempo de amortização sobre o capital investido na frota reduziu drasticamente, o ponto de substituição dos equipamentos deixou de ser definido em função das dificuldades de mercado. Os ganhos de custo e de produtividade proporcionados pela evolução tecnológica passaram a ditar o ritmo de modernização do parque de máquinas.

Durante a aquisição, os especialistas ressaltam a importância de se selecionar o modelo mais adequado ao serviço. A capacidade de produção do equipamento e seu tempo de ciclo no trabalho, que se traduzem no custo da operação, são determinantes no processo de decisão. Mas nesse ponto, construtoras e locadoras se diferenciam de mineradoras, já que o equipamento adquirido para um determinado contrato deverá ser aproveitado em projetos futuros. “Nem sempre é possível escolher o modelo mais adequado à necessidade da obra em questão. Nesses casos, é melhor adquirir um mais versátil, que possa ser usado com eficiência futuramente”, diz o consultor Norwil Veloso.