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05 de fevereiro de 2014
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Britagem

Tecnologia analítica

Além de auxiliar na escolha da linha, testes e análises laboratoriais do material a ser processado contribuem para o desenvolvimento de projetos de plantas de britagem

Muitas vezes, para adequar os britadores às aplicações é necessário especificar os materiais por meio de estudos avançados realizados em laboratório. Devido à complexidade, são os principais fabricantes de equipamentos que costumam oferecer essa estrutura, mas quase sempre em âmbito internacional.

É o caso da Astec, que possui dois laboratórios nos Estados Unidos aptos a realizar diversos tipos de testes. “Normalmente, não é necessário testar todos os tipos de materiais em laboratório, uma vez que a experiência de quem está definindo o porte dos equipamentos é até mais importante do que os testes, principalmente porque traz informações de erros já cometidos no passado”, diz Galvão Maia, diretor comercial da empresa. “Claro que, em regiões inteiramente ‘virgens’ em termos de unidades de extração, sugerimos um estudo mais detalhado do material a ser processado.”

A Metso é uma das fabricantes que mantém estrutura laboratorial no país, localizada na fábrica de Sorocaba (SP). “As tecnologias para análise de materiais disponíveis no laboratório têm contribuído para o desenvolvimento de vários projetos de plantas de britagem”, pondera Toshihiko Ohashi, gerente de aplicação, mineração e construção da Metso. “Destaco alguns feitos para produção de areia de brita, quando, num trabalho conjunto com os clientes, utilizamos a planta piloto com Barmac para definições do desenvolvimento e consolidação desse tipo de agregado mineral.”

Na mesma linha, Jorge Sales, especialista de britagem e peneiramento móvel da Kleemann, afirma que antes de elaborar qualquer projeto a empresa reúne informações sobre o tipo de material a ser britado. Nessa fase, segundo ele, também se leva em consideração a capacidade de processamento do sistema e o alcance de uma operação economicamente viável. “Quando o cliente não tem as informações sobre análises das rochas e índices de produção, é indispensável encaminhar amostras dos materiais para análise em laboratório”, orienta.

CARACTERÍSTICAS

Rogério Coelho, gerente comercial da Sandvik, destaca que diversas características do material podem ser avaliadas em laboratório, mas há duas principais: o índice de dureza (WI – Work Index) e o índice de abrasão (AI – Abrasion Index). “O WI mede a quantidade de energia necessária para romper o material, indicando o nível de solicitação dos equipamentos de britagem e limitando o seu uso”, descreve. “Desse modo, materiais com WI maior necessitam de mais estágios de britagem para chegar ao mesmo fator de redução alcançado por materiais com WI menor.”