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08 de novembro de 2017
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Mineração

Tecnologia a favor

Mineradora quadruplica a produção ao adotar novos caminhões com dolly e aumentar o porte de equipamentos utilizados para extração de areia no interior de São Paulo
Por Marcelo Januário (Editor)

Ao menos na mineração de areia, o porte dos equipamentos utilizados na lavra pode fazer a diferença em termos de produtividade. É o que tem acontecido na Mineração Jundu, que nos últimos anos conseguiu multiplicar por quatro a produtividade de uma de suas principais minas a partir da renovação da frota de equipamentos, adotando gradativamente modelos de maior capacidade e mais tecnológicos.

Fundada em 1959, a empresa posiciona-se como a maior fornecedora de materiais minerais não-metálicos do país, produzindo e comercializando produtos como areia quartzosa industrial, areias resinadas, sílica moída, calcário calcítico, dolomita e outros. Em 2002, passou a ser controlada por uma joint-venture entre a Saint-Gobain e a Sibelco, que dividem o controle da empresa. Que, aliás, não parou mais de crescer.

Ao todo, a mineradora possui sete unidades no país, sendo as mais importantes – por volume de produção – as de Analândia e de Descalvado (SP), que produzem areias quartzosas e sílicas moídas. Além desta operação, compõem o grupo as plantas de Bom Sucesso de Itararé (SP), São João del Rei (MG), Balneário Barra do Sul (SC) e Viamão (RS), além de uma operação recente em Estância (SE). Ao todo, são 292 funcionários, em uma estrutura enxuta, mas eficaz.

Na mina de Analândia, um quadro de 86 funcionários compõe a operação, que em 2016 vendeu 1.220 kton de areias especiais. A base do negócio é uma mina a céu aberto com pit de aproximadamente 400 x 1.500 m, assentada sobre formações geológicas denominadas Piramboia, Botucatu e Santa Rita do Passa Quatro, constituindo extensos depósitos sedimentares de onde se extrai minério para produção de areias industriais. É dali que sai o versátil insumo, que é direcionado principalmente a fundições e indústrias da construção e do vidro em todo o país.

LAVRA

Em Analândia, a estrutura para beneficiamento industrial da areia inclui áreas de lavagem, secagem, moagem e estocagem, que recebem o material advindo do fluxo de produção, que passa pelo desmonte e carregamento com escavadeira, transporte com caminhões até a moega ou o estoque e despacho final com pás carregadeiras. Ao término do beneficiamento, a areia é entregue em uma balança junto à portaria, a partir de onde o produto fica a cargo dos transportadores. Este arranjo vem sendo utilizado desde 1990, quando a mina foi aberta, mas recentemente galgou um novo patamar de produtividade.