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05 de agosto de 2011
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Soldagem

Soldagem exige gerenciamento de variáveis

Método, elétrodos e temperatura estão entre os fatores que influenciam o processo. Técnicos devem levantar o histórico dos reparos anteriores

A soldagem de manutenção em equipamentos e máquinas na área de construção e mineração é um processo recorrente. Como existem vários métodos envolvidos, assim como diferentes tipos de eletrodos que podem ser aplicados, o principal cuidado dos técnicos está concentrado em conhecer o histórico do equipamento ou máquina que sofrerá o reparo. A escolha correta de método, eletrodo e processo também evitará problemas como a sobreposição de soldas.

Para o engenheiro José Souza, fundador da ABC Welding, os profissionais em campo precisam levantar todos os dados a respeito do último reparo, além de identificar que critérios foram adotados e se foi seguida uma especificação padrão de soldagem (EPS) qualificada. “Também é preciso avaliar se o reparo seguiu uma norma técnica específica de alguma instituição ou empresa”, adianta ele.

Régis Silva, especialista da SPS Soldagem, destaca outros dois fatores de complexidade no caso da soldagem de manutenção em máquinas pesadas ligadas a processos, em mineração e construção civil: “São equipamentos continuamente submetidos a solicitações de desgaste, corrosão e abrasividade”, explica. “E mais: fabricados com aço comum, com revestimento de materais somente na superficie”, complementa, salientando que tais revestimentos normalmente têm alta resistência ao desgaste e normalmente apresentam alto custo.

O resultado, segundo ele, é que as ligas envolvidas na fabricação dos materiais de revestimento apresentam problemas de soldabilidade, tanto do ponto de vista metalúrgico como processual e por isso exigem processos e métodos especiais de soldagem. “Um exemplo são as ligas de alta dureza, à base de compostos com carboneto de tungstênio”, informa.

Souza acrescenta outras variáveis que precisam ser consideradas na soldagem de manutenção: além do histórico de reparos e conhecimento sobre o tipo de material de revestimento, é preciso identificar, entre outros detalhes, a que solicitações a peça está submetida. Ou seja, se ela vibra, se está sujeita a alguma força de compressão, torção, etc. “O fato de armazenar algum tipo de produto que pode contaminar a base do metal com óleo, gases e outros materiais também influi”, diz ele.

A ação mais adequada quando não houver um histórico da peça a ser reparada e não se tiver um indicativo dos produtos usados no reparo anterior, é a remoção de todo material que possa comprometer o novo conserto. Uma metodologia em casos como esse é a retirada antecipada de material para algum ensaio não-destrutivo, compatível com o material que está sendo recuperado, o que define as divisas entre o metal de base e o metal de soldagem depositado no equipamento ou peça a ser recuperada.