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05 de abril de 2012
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Mercado

Sobratema mapeia a frota de equipamentos em operação

Pesquisa inédita realizada pela associação traça um perfil do parque de equipamentos mobilizados nos canteiros de obras do país, incluindo sua idade média e onde estão operando

Considerado a “bola da vez” no mercado internacional de equipamentos para construção, por se manter na contramão da tendência verificada nos países industrializados, que lutam para recuperar as vendas após a crise econômica internacional, bem que o Brasil merecia um estudo sobre o perfil do parque de máquinas mobilizadas em seus canteiros de obras. Para suprir essa carência, a Sobratema acaba de concluir uma pesquisa sobre a frota de equipamentos em atividade no Brasil, identificando características como sua vida útil e onde eles estão operando, entre outras informações.

O objetivo da pesquisa é fornecer informações que subsidiem as empresas responsáveis pelo atendimento a essas frotas em serviços de manutenção, como fabricantes de peças e componentes, distribuidoras, reparadoras, retíficas e outras. “Trata-se de um trabalho inédito no Brasil, que busca compreender o perfil do parque de equipamentos para o melhor planejamento dessas empresas”, afirma Brian Nicholson, consultor da Sobratema e um dos integrantes da equipe responsável por essa pesquisa. Ele reconhece que as empresas de grande porte conseguem levantar tais informações por outros meios, mas ressalta que a pesquisa é especialmente importante para empresas menores, que não têm acesso a esses dados e precisam programar o atendimento a seus clientes.

Segundo Brian, a pesquisa abrangeu um universo de 42.568 equipamentos pertencentes aos 185 maiores frotistas do país, entre construtoras, locadoras e distribuidoras que operam com negócios de rental. “Essa amostra corresponde a quase 10% da frota brasileira com até 10 anos de uso, que avaliamos em torno de 500 mil unidades.” O universo levantado pela pesquisa engloba 71 famílias de equipamentos, entre máquinas de movimentação de solos, elevação de cargas e pessoas, máquinas para concretagem, pavimentação e serviços de apoio, entre outros.

Dessa forma, além de incluir os equipamentos mais usuais em grandes obras, como escavadeiras hidráulicas, pás carregadeiras, tratores, retroescavadeiras, guindastes e caminhões, o levantamento também abrange as plataformas elevatórias, manipuladores telescópicos, geradores, compressores de ar, carretas de perfuração, bombas de concreto e até mesmo instalações fixas, como usinas de asfalto e centrais de concreto, entre outros. Pelas estimativas de Brian, da frota em operação no país, pouco mais 282 mil equipamentos têm até cinco anos de vida.